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Acontece Cerco ao crime começa nos presídios: 70 novos servidores reforçam Polícia Penal

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Incorporação de novos integrantes na Polícia Penal amplia a capacidade de atuação da instituição.

Foto: Gabriel Centeno/Ascom SSPS.

A chegada de 70 servidores reforça o combate ao crime dentro dos presídios e amplia a capacidade de resposta da Polícia Penal gaúcha

Formados após meses de preparação teórica e prática, novos policiais penais e técnicos administrativos começam a atuar em unidades prisionais de todo o Rio Grande do Sul.

Por trás dos muros das prisões, longe dos holofotes, existe uma das frentes mais decisivas da segurança pública. É nesse cenário que 70 novos servidores passam a escrever suas histórias na Polícia Penal do Rio Grande do Sul.

Em cerimônia realizada na PUCRS, em Porto Alegre, 45 policiais penais e 25 técnicos administrativos concluíram o curso de formação profissional e ingressam oficialmente em uma instituição que tem papel central no controle do sistema prisional gaúcho.

A chegada do novo grupo representa mais do que um reforço numérico. Em um ambiente onde inteligência, disciplina e capacidade operacional são colocadas à prova diariamente, cada novo servidor amplia a presença do Estado em um dos setores mais sensíveis da segurança pública.

Os formandos foram aprovados no concurso público de 2022 e, antes de assumirem seus postos, passaram por uma preparação que incluiu formação em sala de aula e estágios dentro de estabelecimentos prisionais. A experiência permitiu contato direto com a rotina das unidades e com a realidade que encontrarão pela frente.

Enquanto os técnicos administrativos foram capacitados para atuar em áreas essenciais da gestão penitenciária, os policiais penais receberam treinamento voltado para o exercício operacional da função. Entre os conteúdos trabalhados estiveram armamento e tiro, escolta, intervenção prisional, tecnologias menos letais, gestão penitenciária e legislação aplicada à execução penal.

A formação ocorreu em um momento de transformação da Polícia Penal gaúcha. Nos últimos anos, a instituição ampliou suas responsabilidades e consolidou um papel cada vez mais estratégico dentro da estrutura da segurança pública.

Para o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Cesar Kurtz Rossato, a incorporação dos novos profissionais fortalece uma estrutura que vem sendo ampliada progressivamente. “A chegada de cada novo servidor contribui para ampliar a capacidade de atuação da Polícia Penal e dar continuidade ao processo de fortalecimento e modernização do sistema prisional do Estado”, afirmou.

O impacto desse reforço vai além das galerias e pavilhões. Especialistas em segurança pública apontam que o controle efetivo das unidades prisionais é uma peça fundamental no enfrentamento às organizações criminosas, muitas delas com atuação articulada a partir do ambiente carcerário.

Por isso, a ampliação do efetivo é vista como uma medida importante para qualificar operações, fortalecer o monitoramento interno e aprimorar a gestão penitenciária.

A superintendente-adjunta da Polícia Penal, Samantha Longo, destacou que o reforço de pessoal também representa mais capacidade de resposta institucional. “A ampliação do efetivo é essencial para qualificar os serviços prestados à população, ampliar a capacidade de atuação da Polícia Penal no enfrentamento às organizações criminosas e promover mais segurança para toda a sociedade”, ressaltou.

Outro dado que chama atenção é a dimensão do processo de fortalecimento da instituição. Desde o concurso realizado em 2022, já foram chamados 3.851 servidores para diferentes cargos da Polícia Penal, entre policiais penais, técnicos administrativos e analistas.

O grupo que se forma agora passa a integrar uma instituição que vive uma nova fase de consolidação. A regulamentação da Polícia Penal por meio da Lei Complementar nº 16.449 reforçou sua autonomia administrativa e operacional, reconhecendo oficialmente uma atividade considerada indispensável para o funcionamento do sistema de justiça criminal.

Para os novos servidores, a formatura marca o fim de uma etapa. Para a Polícia Penal, representa a chegada de profissionais que passam a integrar uma missão permanente: garantir a segurança das unidades prisionais, preservar a ordem e contribuir para que o sistema penitenciário cumpra seu papel dentro da engrenagem da segurança pública. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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