Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de janeiro de 2016
Sem alarde, o vice-presidente Michel Temer decidiu processar o ex-ministro da Educação e ex-governador cearense Cid Gomes por declarações feitas durante convenção do PDT, no dia 17 de outubro do ano passado, quando se filiou à legenda. Na cerimônia, Cid acusou Temer de ser “chefe da quadrilha de achacadores que assola o Brasil”.
“Muito menos o Brasil pode avançar se entregar a Presidência da República ao símbolo do que há de mais fisiológico e podre na política brasileira, que é o PMDB liderado por Michel Temer, chefe dessa quadrilha que achaca e assola o nosso País”, afirmou o ex-ministro. Em março, Cid deixou o Ministério da Educação após bater boca com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em sessão para a qual foi convocado também para se explicar sobre uma declaração na qual se referia a “300 a 400 achacadores” existentes na Casa.
No dia 5 de novembro, Temer e o PMDB ingressaram com uma representação criminal na Justiça Federal de Brasília contra o ex-governador, acusando-o de ter cometido os crimes de calúnia, injúria e difamação. Na queixa-crime, o vice pede que as penas sejam aumentadas em um terço por três motivos: o crime ter sido cometido contra funcionário público, em razão de suas funções; na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação do fato; e contra pessoa maior de 60 anos. (AE)
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