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Carlos Alberto Chiarelli Chico, um Papa e um novo tempo

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Desde que assumiu o papado, em 2013, Jorge Bergoglio não visitou a Argentina. (Foto: Vatican Media/Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Ele, obviamente, não é perfeito. Apesar de Papa, é humano. Eu o admiro; sabendo do pecado, os argentinos que, no auge no fanatismo, criaram a igreja maradônica, elegendo como sumo sacerdote o indiscutível craque de futebol, já falecido, Maradona, que, até hoje, entre os portenhos, gera movimentos de solidariedade. Até, para alguns, uma esperança de milagre pessoal.

Tal processo não chegou aonde poderia ter chegado porque o líder da religião foi muito mais um ostensivo e múltiplo pecador do que um respeitável modelo que serviria de “crente padrão”.

No entanto, de quem quero falar é do Papa Francisco. Mesmo vitimado por sérias doenças em nível de dolorosidade, cujo sofrimento imposto poderia confundir-se com uma tortura que o bandido aplica no policial e este aplica no bandido, continuou na luta permanente. Enquanto diplomatas encapelados davam nem alinhadas nem desordenadas linhas de procedimentos políticos, na prática, suas manifestações, mesmo quando se apresentavam com o maior valor formal do que de conteúdo, acabavam destinando-se a uma desinteressada leitura por parte daqueles a quem se podiam dirigir. Nesse momento, quando o conflito entre Israel e o grupo Hamas chega a dois meses e se diz que, somando as vítimas dos dois lados, se está chegando a um número de quase 15 mil mortos, multiplica-se o interesse e a respeitabilidade de uma nova manifestação do Papa Francisco.

Se na primeira semana dissera que era preciso cortar o mal pela raiz porque o risco dela se fazer longo decorria de uma tradição histórica de confrontos continuados dos dois grupos, não foram muitos chamados líderes mundiais que se aperceberam da seriedade que estava contido no chamamento à racionalidade feito pelo Papa.

Agora até está por se mudar (é o que deseja o premier de Israel), visando a conquistar o território que não fora o ponto de confronto que deflagrara a guerra. Líderes mundiais e grandes potências, agora, multiplicam os encontros individuais e as convocações coletivas, já que nenhum líder quer que se lhe outorgue pelo menos uma parte da responsabilidade do caos em que se transformou a faixa de Gaza.

Papa Franscisco, um heroico guerreiro, sem armas, mas sempre atento para dar provas de que é o mais vivo exemplo da idoneidade do seu pensamento, sintetiza numa frase objetiva: “Um homem é íntegro e nada mais importa ou um homem não é íntegro e nada mais importa”.

Papa Francisco, na humanidade de sua decente docência e de sua coragem em ousar missões que tem de enfrentar tantos que se fazem fortes porque os muitos se fizeram frágeis, não arredou o pé de sua missão histórica.

Francisco é o Papa que vive para dar exemplos; para nos fazer sentir que o homem pode e deve ser um servidor das ideias abençoadas. Ele, o melhor dos argentinos (aliás, um argentino que admiramos), e por cuja vida e pela sua idoneidade nos sentimos estimulados por um dever de consciência que jamais pensaríamos em não cumprir, nos faz participar desse projeto do bem comum que o tem como líder.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Juarez Fogliatto
24 de novembro de 2023 14:33

É consenso amplo a visão esquerdista do Papa Francisco, que flerta com movimentos sociais empunhadores da bandeira do socialismo superado. Só por isso não recebe o apoio da maioria do seu rebanho, em todo o mundo. O maior exemplo é a cegueira para regimes ditatoriais, onde, como Papa, não age conforme se esperaria. Não se discute a imagem de chefe de nação, devido às conveniências diplomáticas. Mas, como Papa, deixa a desejar.

Denise Goulart de Munhós
24 de novembro de 2023 13:53

O livro Os Fantoches de Deus do autor Morris West lançado em 1981, cujo enredo é a deposição de um Papa com a conotação de abdicação, é um exemplo de “como a vida imita a Arte ” ou demonstra que alguém sabe o que se passa nos antros secretos do Vaticano.

Denise Goulart de Munhós
24 de novembro de 2023 13:17

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