Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de outubro de 2021
A China chamou a atenção de autoridades americanas ao testar um míssil hipersônico com capacidade nuclear que circulou a Terra. O teste, que ocorreu em agosto, foi mantido em segredo, de acordo com informações do jornal “Financial Times”.
Ainda segundo o jornal, o planador hipersônico estava armado com uma ogiva nuclear e foi lançado por um foguete do tipo Long Marche, desenvolvida pela China. O míssil circulou a Terra em órbita baixa antes de descer em direção a um alvo, mas errou a meta em cerca de 38 quilômetros. Mesmo assim, o teste surpreendeu autoridades dos Estados Unidos.
Além de Pequim, os Estados Unidos e a Rússia também trabalham no desenvolvimento de tecnologia hipersônica.
Difíceis de serem rastreadas, as armas hipersônicas em desenvolvimento por estes países são lançadas por um foguete ao espaço – a exemplo das naves utilizadas em missões espaciais. Elas voam a cinco vezes a velocidade do som, orbitam a Terra com o próprio impulso e são manobráveis, podendo desviar a rota inicial.
Testes coreano
Em final de setembro, a Coreia do Norte disparou um míssil antiaéreo recém-desenvolvido, segundo a agência estatal KCNA; o mais recente de uma série de testes de armas em meio à paralisação das negociações com os Estados Unidos pela desnuclearização.
Foi o segundo teste armamentício norte-coreano de que se teve notícia, após o lançamento de um míssil hipersônico. O governo do país também disparou mísseis balísticos e um míssil de cruzeiro com potencial nuclear ao longo do mês de setembro.
Os disparos testes chamam a atenção para como a Coreia do Norte tem desenvolvido armamentos cada vez mais sofisticados, aumentando os riscos para as iniciativas de pressão para que o país desista de seus programas nucleares e de mísseis em troca de alívio de sanções aplicadas pelos Estados Unidos.
A Academia de Ciências da Defesa, um desenvolvedor de armas militares, disse que o teste teve o objetivo de confirmar a funcionalidade prática do lançador do míssil, de seu radar, do veículo de comando em batalha e de sua performance em combate, de acordo com a KCNA.
A agência oficial do governo acrescentou que o míssil tem novas tecnologias como um controle de lemes e um motor de voo de impulsão dupla.
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