Sábado, 03 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Tecnologia Chip voador menor que um grão de areia pode monitorar doenças e poluição

Compartilhe esta notícia:

Possivelmente este é o menor dispositivo aéreo do mundo. (Foto: Reprodução)

Pesquisadores americanos criaram uma tecnologia tão inusitada que poderia ter saído de um filme de ficção-científica: um microchip voador do tamanho de um grão de areia e possivelmente o menor dispositivo aéreo já feito. Projetados para serem carregados pelo vento, eles podem ter uma infinidade de aplicações, com destaque para o monitoramento de doenças e níveis de poluição do ar.

O artigo, publicado originalmente na revista científica Nature, documenta a pesquisa realizada por uma equipe da Northwest University, de Washington nos Estados Unidos. Os pesquisadores afirmam que se inspiraram no design de sementes de algodão e de outras plantas para desenvolver o curioso microchip.

Cientistas “venceram a biologia”

Na natureza, esse tipo de semente cai lentamente, girando igual a um helicóptero, para poder ser pega pelo vento e se espalhar para longe da árvore que a gerou, aumentando assim a diversidade genética da espécie. Inspirados por esse mecanismo biológico, os cientistas criaram “estruturas que caem em uma trajetória mais estável e em velocidades terminais mais lentas do que sementes equivalentes”, como disse o professor John A. Rogers.

Para ele, a equipe “venceu a biologia” ao conseguir replicar o mecanismo natural em um microchip consideravelmente menor do que uma semente de algodão e mais eficiente em termos de física aerodinâmica.

Eles são projetados para serem carregados pelo vento e podem, por exemplo, rastrear doenças transmitidas por vias aéreas e monitorar a poluição do ar. Além disso, os cientistas sugeriram que eles podem ser produzidos com materiais biodegradáveis para evitar ao máximo qualquer impacto ambiental.

Rogers explicou que o design de “helicóptero” não dribla as leis da aerodinâmica. A partir de determinado tamanho, os benefícios dessa estrutura desaparecem. Ou seja, o microchip poderia ser ainda menor, mas ele “cairia como uma pedra”. Por isso, sua atual escala seria o máximo “que a física permite”.

Microchips podem carregar uma variedade de tecnologias

Mas isso também traz algumas vantagens. Os microchips voadores conseguem ser grandes o suficiente para transportar eletrônicos, sensores e fontes de energia. A equipe testou várias versões que podiam carregar tecnologias úteis, como antenas para permitir a comunicação sem fio com um smartphone ou entre os chips. Outros sensores podem monitorar coisas como acidez do ar, qualidade da água e radiação solar, por exemplo.

“Não pensamos nesses dispositivos… como um componente de monitoramento permanente, mas sim como componentes temporários que atendem a uma necessidade específica de duração finita. É assim que estamos imaginando as coisas atualmente: você monitora por um mês e então os dispositivos morrem, se dissolvem e desaparecem, e então você tem que reimplantá-los”, disse John.

Claro, o projeto ainda está na fase conceitual e passa longe de estar pronto para ser solto pela atmosfera, mas a equipe segue trabalhando em protótipos e quer expandir ainda mais as opções de aplicação com designs diferentes. Assim, o potencial dessa inusitada tecnologia se torna ainda maior.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Tecnologia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Polícia Federal deflagra operação contra entrada ilegal de vinhos argentinos no Rio Grande do Sul
Média móvel de mortes por covid tem tendência de alta pelo terceiro dia
Pode te interessar