Sábado, 06 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 5 de junho de 2026
Com a aproximação das eleições de outubro, quando milhões de brasileiros maiores de 16 anos escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados estaduais e federais, o debate sobre cidadania e participação política também ganha espaço dentro das escolas. No Colégio Anchieta, de Porto Alegre, esse momento se transformou em oportunidade prática de aprendizagem para alunos do 3º ano do Ensino Fundamental.
A instituição desenvolve um projeto de votação simulada que envolve 234 alunos e tem por objetivo familiarizar as crianças ao funcionamento do processo democrático. O objetivo é incentivar, desde cedo, valores como responsabilidade, diálogo, convivência e participação coletiva.
Mesmo sem idade para votar (a média é de 8 a 9 anos), eles já convivem diariamente com situações que exigem escuta, negociação, respeito às diferenças e construção conjunta de soluções, elementos fundamentais da vida em sociedade. A proposta pedagógica parte desse entendimento: formar cidadãos conscientes do impacto de suas escolhas e de seu papel na construção de uma sociedade mais justa, solidária e democrática.
O processo de escolha dos representantes foi dividido em dois momentos: de 11 a 15 de maio no dia 2 de junho. Na fase inicial, os alunos participaram de atividades sobre cidadania, representatividade, direitos, deveres e a função do representante de turma, além de conheceram as regras e etapas da eleição.
Todos tiveram a oportunidade de se candidatar e de votar em uma menina e um menino que considerassem preparados para representar a turma. Os três meninos e as três meninas com maior preferência do eleitorado mirim avançaram à etapa final.
“Como parte da experiência, os candidatos elaboraram propostas de melhorias para o grupo e produziram cartazes de campanha expostos nos corredores da escola, exercitando comprometimento, criatividade e o espírito coletivo”, explica a direção do Anchieta.
No dia de votação, cada aluno recebeu uma cédula com espaço para registrar o nome de uma candidata e de um candidato, além da identificação da turma. Os votos foram depositados em urnas confeccionadas em papelão, em horários previamente organizados para cada classe.
Os representantes escolhidos participarão de reuniões mensais com o Serviço de Orientação Educacional (SOE) e o Serviço de Orientação Religiosa, Espiritual e Pastoral (SOREP), além do Conselho de Classe de Representantes, realizado semestralmente. Caberá aos eleitos atuarem como porta-vozes dos colegas nas atividades e demandas das turmas.
Oportunidade de reflexão
A orientadora educacional do 3º ano do Ensino Fundamental do Colégio Anchieta, Eliane da Silveira Nunes, explica que o projeto é de grande relevância por integrar um dos conteúdos trabalhados na área de Estudos Sociais: a cidadania, elemento fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
“Além do conhecimento desenvolvido em sala de aula, os estudantes vivenciam reflexões sobre direitos e deveres individuais, promovendo o comprometimento com o coletivo”, ressalta. “São aspectos que fortalecem o protagonismo e contribuem para uma formação integral.”
(Marcello Campos)
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