Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 24 de julho de 2017
Uma severa escassez de água em Roma poderá forçar a capital italiana a fechar suas tradicionais fontes. A falta de chuvas nos últimos meses provoca uma crise hídrica na região, cujo governador proibiu que seja retirada mais água do lago Bracciano. A cidade agora elabora um plano de racionamento, que deverá entrar em vigor na próxima sexta-feira, e possivelmente incluirá também cortes no abastecimento de água em turnos de oito horas diárias.
Por enquanto, a ideia das autoridades é dividir a cidade em duas regiões, cada uma com cerca de 1,5 milhões de habitantes. A água será disponibilizada para uma destas partes de cada vez durante oito horas. Isso significa que, a cada 24 horas, um romano ficará 16 horas sem água em sua casa.
O racionamento afetará não apenas casas, como também lojas, escritórios e hospitais. Reforços no abastecimento serão colocados em zonas estratégicas. E todas as fontes espalhadas pelas ruas de Roma serão fechadas, incluindo as pequenas torneiras nas calçadas — com exceção de 85, segundo a imprensa local.
Nos primeiros seis meses do ano, choveu em apena 26 dias na capital italiana — no primeiro semestre de 2016, foram 88 dias de chuva. Um dos mais afetados pela crise hídrica é o setor agrícola, que já sofreu danos de 2 milhões de euros, segundo uma associação local.
Prefeita sob os holofotes
A dificuldade de lidar com a crise coloca, mais uma vez, a prefeita de Roma, Virginia Raggi, sob os holofotes. A imprensa italiana critica sua falta de ação e agilidade para resolver o problema.
A presa que administra a água em Roma, a Acea, estuda um programa de restrição do fornecimento na capital italiana após a decisão das autoridades regionais de deter a captação no lago de Bracciano perante a preocupante seca.
A sociedade de distribuição da água criticou duramente a medida de fechar a captação do lago, que será executada a partir do dia 28 de julho se não melhorar a situação, ao considerar que se trata de um ato “anômalo e ilegal, mas sobretudo inútil para a proteção” de Bracciano.
Calor e falta de chuvas
A seca Roma se deve ao forte calor dos últimos meses e à falta de chuvas. Nos primeiros seis meses de 2017, só caíram na capital 157 milímetros de água, distribuídos em 26 dias. A prefeita, Virgínia Raggi, fez um apelo para que a Acea e a região encontrem uma rápida solução que garanta o abastecimento dos cidadãos e, sobretudo, a todos os hospitais e aos bombeiros.
A situação em Roma “é crítica”, segundo ministro
O ministro de Meio ambiente, Gianluca Galletti, confirmou neste sábado (22) que a situação em Roma “é crítica” e que se poderia permitir à região pedir o “estado de emergência” para ativar os procedimentos de ajudas sobretudo ao setor agrícola.(AG)
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