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Economia Cidades argentinas perto da fronteira com o Brasil limitam venda de gasolina a brasileiros

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Essas reduções refletem os reajustes de preços nas refinarias feitas pela Petrobras. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Cidades estrangeiras perto da fronteira com o Brasil decidiram limitar a venda de combustíveis a cidadãos brasileiros. Em um posto de combustíveis que fica em Cidade do Leste, no Paraguai, boa parte da clientela é brasileira. Lá, o litro da gasolina sai por R$ 5,33. O valor é R$ 1 mais em conta que na maioria dos postos de Foz do Iguaçu, do outro lado da fronteira.

Na Argentina, essa diferença no preço pode ser ainda maior. É possível economizar até 50% ao encher o tanque. Em um posto, por exemplo, o litro da gasolina custa o equivalente a R$ 3,20, o que explica a fila de carros brasileiros para abastecer.

Para frear a corrida de brasileiros aos postos de Puerto Iguazú, município vizinho a Foz do Iguaçu, no Paraná, os argentinos limitaram a no máximo 15 litros a venda de gasolina para veículos com placas estrangeiras, diante da grande procura por causa da alta dos preços dos combustíveis no Brasil.

A medida foi tomada para evitar o desabastecimento na cidade. Mesmo com o limite, motoristas brasileiros não deixam de cruzar a fronteira para economizar. E eles ainda precisam enfrentar várias exigências para entrar na Argentina, como comprovar a vacinação completa há pelo menos 14 dias.

A Petrobras mantém os valores alinhados ao mercado internacional. Na Argentina, desde 2002, há subsídios aos combustíveis e, quando o governo libera aumento, a estatal YPF reajusta os preços em margens menores do que o mercado internacional, o que acaba levando as empresas privadas a suavizar os aumentos.

“Argentina também tem uma questão peculiar, tem grande parte dos veículos, principalmente na Grande Buenos Aires e Rosário, que têm a maior população, os veículos são movidos a gás natural, e a Argentina tem gás natural. Eles são autossuficientes. Então, o mercado da Argentina é um pouco diferente, ele não sofre tanto as oscilações internacionais”, explicou o professor de Engenharia de Energia Ricardo Hartmann.

No Brasil, a gasolina acumula alta de mais de 70% este ano. Quando a oportunidade de economizar apareceu, o estudante Arthur Soeiro já chegou ao posto argentino com o dinheiro na mão.

“Muita felicidade. Depois de tanto tempo abastecendo a quase R$ 7 o litro, agora aqui a R$ 3,20. É uma diferença muito grande”, afirmou.

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