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Ciência Cientista brasileiro atuou em descoberta do primeiro buraco negro fora de nossa galáxia

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Buraco Negro foi identificado na região da Nebulosa da Tarântula, que fica na “Grande Nuvem de Magalhães”, vizinha da Via Láctea. (Foto: Reprodução)

Um brasileiro esteve por trás de uma grande descoberta no campo dos buracos negros. Leonardo Almeida, professor de física e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), esteve na equipe responsável por descobrir um buraco negro de massa estelar na região da Nebulosa da Tarântula. Ele fica na chamada “Grande Nuvem de Magalhães”, galáxia vizinha à Via Láctea.

Almeida foi o primeiro autor do artigo inicial do projeto “Tarantula Massive Binary Monitoring”, divulgado em julho, que catalogou 51 sistemas binários espectroscópicos de linha única — isto é, sistemas de duas estrelas, mas com assinatura de sinais eletromagnéticos de apenas uma delas.

Sabendo da existência deles, os colaboradores do projeto aplicaram um método chamado desembaraçamento espectroscópico, que separa as leituras de cada uma das estrelas de um sistema binário para entender seu funcionamento.

Após a identificação dos 51 sistemas binários, o desafio do grupo do qual Almeida participou era caracterizar a componente invisível de cada um desses 51 sistemas. Foi assim que ele, junto a outros pesquisadores, descobriu o buraco negro VFTS 243.

“Foi o único a não apresentar nenhuma assinatura proveniente do componente escondido”, relatou ele. Esse é o primeiro buraco negro de massa estelar “adormecido” e detectado fora de nossa galáxia. Com uma massa de pelo menos nove vezes a do Sol, o VFTS também acompanha uma estrela que gira em torno dele e que tem 25 vezes a massa do Sol.

Almeida teve um papel muito relevante para os resultados da pesquisa. Ele comenta: “A minha contribuição neste trabalho se deu na redução dos dados, análise da variabilidade e caracterização orbital do sistema, além de ajudar na interpretação dos resultados”.

A diferença dos buracos negros de massa estelar para os chamados de supermassivos é o tamanho. Os primeiros são bem menores que os últimos. São, na prática, estrelas com massas de cinco a 50 vezes a massa do Sol. Em algum momento, colapsaram sobre sua própria gravidade, resultando numa explosão e formação do buraco negro.

Nos sistemas binários, porém, as estrelas giram uma em torno da outra, o que faz com que o buraco negro orbite uma estrela que ainda brilha. Mais de mil estrelas massivas foram observadas até que os cientistas encontrassem a estrela que acompanha o VFTS.

De acordo com um longo processo de seis anos de observações com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), os pesquisadores concluíram também que “a estrela que deu origem ao buraco parece ter desmoronado sem sinal algum de uma explosão anterior”.

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