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Variedades Cientista cria cerveja que atua como uma vacina

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Chris Buck em seu pequeno laboratório. (Foto: Reprodução/Chris Buck)

Quando se pensa em vacina, muitas pessoas tendem a sentir um medo compreensível por conta da maioria dos imunizantes necessitar da aplicação com uma agulha. Foi o que motivou o virologista Christopher Buck, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, a criar um método mais prazeroso de receber a imunização – em uma caneca de cerveja.

O pesquisador descobriu, de maneira independente, que uma “cerveja vacinal” era capaz de protegê-lo contra o poliomavírus BK, presente em pelo menos 70% dos adultos, que pode levar a doenças cardiovasculares, renais, na bexiga e no cérebro.

“A ideia é simplesmente pegar leveduras vivas, que são as responsáveis ​​pela produção da cerveja, e inserir uma vacina dentro delas. Dessa forma, é possível induzir a levedura a provocar uma resposta imunológica. É uma abordagem radicalmente simplificada para a produção de vacinas”, afirma no vídeo em que apresenta sua pesquisa.

Por cinco dias, o cientista bebeu um copo de cerveja com a vacina. Com sete semanas de intervalo, entre tomou mais uma dose de reforço por cinco dias, seguida por outra dose sete semanas depois.

Ele seguiu para a etapa de realizar exames de sangue, que ajudam a verificar a produção de anticorpos a partir da imunização. E foi observado que ele produziu anticorpos para dois tipos de poliomavírus BK. Além disso, não relatou efeitos colaterais.

De acordo com Buck, mesmo estando em um líquido como a cerveja o imunizante mostrou um fortalecimento do seu sistema imunológico. Os resultados foram publicados no site de repositório de pesquisas Zenodo, mas ainda não foram revisados por pares (ou seja, por outros cientistas da área).

O método não foi aceito prontamente pela comunidade científica. O próprio Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, onde Buck trabalha, questionou o fato do pesquisador testar o método em si mesmo, o que o fez criar o Gusteau Research Corporation, uma organização sem fins lucrativos.

Alguns pesquisadores também levantaram a questão de que isso poderia aumentar o movimento antivacina. Outros pontos questionados também foram sobre segurança e eficácia do método, que permanece sendo estudado.

 

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