Sexta-feira, 23 de Outubro de 2020

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Brasil Cientistas brasileiras ganham bolsas para continuarem seus estudos

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As sete ganhadoras foram selecionadas por um júri composto por cientistas da ABC. (Foto: Divulgação)

Transformar o cenário científico e contribuir para a igualdade de gênero no meio. É com esse objetivo que a L’Oréal Brasil, em parceria com a Unesco e com a ABC (Academia Brasileira de Ciências), realiza a 14º edição do prêmio “Para mulheres na ciência” . A premiação dará a cada uma das sete ganhadoras uma bolsa de R$ 50 mil para que continuem seus estudos. As informações são do jornal O Globo.

As sete ganhadoras foram selecionadas por um júri composto por cientistas da ABC, que tiveram como principal critério de escolha o potencial das pesquisas para solucionar importantes questões ambientais , econômicas e de saúde. A premiação é dividida nas categorias Ciências da vida, Química, Matemática e Física.

Foram escolhidas na categoria Ciências da vida a fisioterapeuta Aline Miranda, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que pesquisa as consequências em longo prazo do traumatismo cranioencefálico; a biomédica Adriana Folador, da UFPA (Universidade Federal do Pará), que levou o prêmio por sua pesquisa sobre a genética da resistência a antibióticos em pacientes e no meio-ambiente da Amazônia; a neurocientista, Josiane Budni, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, escolhida pelo seu estudo sobre as relações entre a doença de Alzheimer e os distúrbios do sono; e a astrofísica Marina Trevisan, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), que investiga a evolução das galáxias e, em particular, como e por que elas param de produzir estrelas.

Na categoria matemática, a ganhadora é Jaqueline Mesquita, da UnB (Universidade de Brasília), que estuda problemas que envolvem equações diferenciais funcionais em medida e equações dinâmicas funcionais em escalas temporais. A matemática também luta para vencer os estereótipos que cercam sua profissão e incentivar jovens a buscar a carreira na área.

“As meninas nunca são estimuladas a ir para as áreas exatas. Quando uma menina diz que quer estudar matemática, todo mundo acha estranho. Eu ouvi: “você não parece matemática, você nem usa óculos”. Na minha turma da graduação, éramos 36 alunos, mas apenas sete mulheres”, conta Jaqueline.

A astrofísica Marina Trevisan diz que faltam incentivos às meninas:

“As meninas não são incentivadas a fazer ciências da mesma forma que os meninos. Até mesmo os brinquedos temáticos estão, em sua maioria, na seção masculina das lojas”, completa Marina.

Na categoria Química, a premiada é Taícia Fill, da Unicamp (Universidade de Campinas), que procura soluções para doenças que afetam a produção de laranjas no Brasil e que acabam gerando um prejuízo de cerca de R$ 1,5 bilhão.

Também no campo alimentício, uma pesquisa que ganhou destaque nesta edição do prêmio foi a da etnobotância Patrícia de Medeiros, da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), que se dedica ao uso de PANC (plantas alimentícias não convencionais) na alimentação humana.

O prêmio Mulheres na Ciência vem sendo realizado há 14 anos e já doou aproximadamente R$ 4 milhões a cerca de 90 pesquisadoras.

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