Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de março de 2018
Cientistas das universidades de Siena e Brescia, na Itália, e Manchester, no Reino Unido, descobriram a proteína que provoca o crescimento de tumores no corpo humano. A pesquisa foi publicada na segunda-feira pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Segundo os especialistas, a descoberta ajudará a bloquear as células do sistema imunológico chamadas “macrófagos”, cuja função é fagocitar, ou seja, destruir, corpos estranhos.
Os macrófagos são “células limpadoras” do sistema imunológico, mas descobriu-se que elas podem ser “reprogramadas” pela proteína “ERK3”, que as torna “aliadas” dos tumores, ajudando-os a crescer.
Os testes realizados em ratos comprovaram a ação da proteína sobre tumores. No entanto, ao destruí-la, foi possível reduzir o número de macrófagos e bloquear suas ações.
“Conseguimos demonstrar através do estudo com ratos que o crescimento de cânceres é reduzido sob a ausência da proteína ERK”, apontou Emanuele Giurisato, do departamento de Medicina Molecular e de Desenvolvimento da Universidade de Siena e um dos autores do estudo.
“Estes resultados aumentam a possibilidade de destruir os macrófagos pré-tumorais através de uma terapia que suprima a proteína ERK, representando uma nova estratégia para futuras curas do câncer”, completou.
Diagnóstico e resiliência
O impacto de se descobrir uma doença como o câncer desequilibra de imediato. Apesar dos avanços nos variados tipos de tratamento e na grande chance de cura para diagnósticos precoces, o nome “câncer” ainda é fortemente associado à morte. “Essa associação precisa de tempo para ser desconectada”, explica a psicóloga e coach em resiliência Diana Vilas Boas, da Sobrare. “Esse tempo pode ser mais rápido se, a partir do momento da descoberta do câncer, o paciente tomar uma importante decisão: aceitar o diagnóstico.”
O momento exato da notícia é muito difícil, porque surge uma relação imediata com a morte que levará um tempo para ser dissociada. A maioria das pessoas perde o norte e em alguns casos, entra em um estado de incapacidade de tomar decisões mínimas, como por exemplo, procurar a chave do carro, pagar o estacionamento, ir para casa. “Neste momento inicial, é preciso colocar para fora todo esse susto e esse medo”, diz Diana. “Chorar, gritar, desabafar com alguém que traga sensação de conforto e confiança. E não será somente neste começo, os momentos de choro e explosão acontecerão em outras etapas do tratamento também, e são necessários”, completa.
A resiliência ajuda a pessoa a se manter de pé, e o passo inicial é a aceitação. Olhar para a frente e definir passo a passo. Existe tratamento? O que será preciso fazer? Marcar mais exames? Onde? Quem pode me ajudar? “Aceitar que a vida terá uma mudança de rotina é fundamental. Já comece a pensar em como vai se adaptar rapidamente e de forma criativa às mudanças”, explica Diana.
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