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Ciência Cientistas entenderam que detectar níveis de dopamina pode ser a nova forma de diagnosticar o Alzheimer

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Ciência busca melhor forma de diagnosticar e retardar a doença. (Foto: Reprodução)

Apesar de ser conhecido pela perda de memória e confusão mental, o Alzheimer não é facilmente diagnosticado. Para detectar a doença, os médicos usam diversos tipos de avaliações e exames para descartar outras condições e ver se os sintomas se encaixam nesse tipo de demência. Mas um grupo de cientistas britânicos descobriu uma possível forma de diagnosticar precisamente a doença: medindo os níveis de dopamina.

O estudo, que foi publicado no periódico Journal of Alzheimer’s Disease, mostrou que a perda de células que usam dopamina (um neurotransmissor envolvido na regulação das respostas emocionais e do movimento) pode prejudicar a função de regiões do cérebro que criam novas memórias.

Dopamina e memória

Os pesquisadores usaram um tipo de ressonância magnética chamado 3Tesla, que tem o dobro da força de uma ressonância magnética padrão, para observar os cérebros de 51 adultos saudáveis, 30 com comprometimento cognitivo leve e 29 com a doença de Alzheimer.

Analisando os resultados, eles encontraram uma ligação entre o tamanho de duas áreas chave do cérebro, a tegmental ventral e o hipocampo, e a capacidade dos participantes de aprender novas informações.

“Nossas descobertas sugerem que, se uma pequena área de células cerebrais, chamada de área tegmental ventral, não produzir a quantidade certa de dopamina para o hipocampo, essa região não funcionará eficientemente”, explica Annalena Venneri, principal autora do estudo.

O hipocampo está associado à formação de novas memórias, portanto essas descobertas são cruciais para a detecção precoce da doença de Alzheimer.

Uma nova maneira de diagnosticar o Alzheimer

Venneri e seus colegas acreditam que um novo método de diagnóstico, envolvendo testes de memória e varreduras do tegmental ventral e do hipocampo, poderia “revolucionar” o rastreamento dos primeiros sinais da doença de Alzheimer.

Outro possível benefício desta pesquisa, segundo a autora, é que as descobertas podem apontar o caminho para um novo tipo de tratamento de Alzheimer, com o potencial de interromper o curso da doença em um estágio muito inicial.

Beterraba

Um composto encontrado na beterraba, justamente aquele que dá ao vegetal sua cor vermelha característica, pode ajudar a retardar o acúmulo de proteínas malformadas no cérebro, um processo associado à doença de Alzheimer e outras demências.

“Nossos dados sugerem que a betanina, uma substância encontrada no extrato de beterraba, mostra-se promissora como um inibidor de certas reações químicas no cérebro que estão envolvidas na progressão da doença de Alzheimer,” disse Li-June Ming, da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos.

Segundo Ming, a descoberta da sua equipe pode levar ao desenvolvimento de drogas que possam aliviar alguns dos efeitos a longo prazo da neurodegeneração envolvendo as demências.

“Este é apenas um primeiro passo, mas esperamos que nossas descobertas encorajem outros cientistas a procurar estruturas semelhantes à betanina que possam ser usadas para sintetizar drogas que possam tornar a vida um pouco mais fácil para aqueles que sofrem desta doença,” disse ele.

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