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Mundo Cinquenta e sete policiais pedem demissão após a suspensão de 2 policiais que derrubaram um idoso em um protesto nos EUA

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Violência policial atingiu um pico no país. (Foto: Reprodução)

“Cinquenta e sete policiais em Buffalo, no estado americano de Nova York, pediram demissão da unidade de resposta de emergência em apoio a dois policiais que foram suspensos depois de empurrar um homem de 75 anos durante um protesto antirracista ocorrido na quinta-feira.

Um vídeo flagrou o incidente e mostrou o manifestante sangrando na calçada enquanto outros policiais passavam por ele. O idoso teve um ferimento grave e foi levado de ambulância a um hospital. O advogado da vítima, identificada como Martin Gugino, disse em comunicado divulgado à imprensa americana que ele está em condição “séria, mas estável” e que está “alerta”.

Dois policiais que aparecem no vídeo foram afastados de suas funções sem direito à remuneração e uma investigação está em andamento para apurar o caso. Segundo a CNN, os 57 policiais – a equipe inteira da unidade de choque – pediram demissão da unidade mas não da corporação. Eles ainda serão empregados do departamento de polícia de Buffalo e receberão seus salários, mas não atuarão mais nesta equipe.

“O sindicato de policiais defendeu os agentes afastados. “Cinquenta e sete se demitiram enojados com o tratamento dado a dois de seus membros, que estavam simplesmente cumprindo ordens”, disse John Evans, presidente da Police Benevolent Association, que representa policiais de Nova York, segundo o canal local WGRZ.”

O prefeito de Buffalo, Byron Brown, disse que a cidade tem um plano de contingência para a situação da unidade de resposta de emergência e que a cidade estará segura durante as manifestações.

Martin Gugino é um ativista de longa data e membro de grupos de defesa de direitos civis como o Western New York Peace Center, amigos seus disseram ao jornal local Spectrum.

Os protestos em Buffalo, assim como em dezenas de outras cidades dos Estados Unidos, pedem por justiça no caso da morte de George Floyd e denunciam a violência policial e o racismo no país.

Manifestações

Com a frase “Não consigo respirar” como lema, pronunciada por George Floyd enquanto era morto nas mãos de um policial nos Estados Unidos, milhares de pessoas em todo mundo desafiaram a pandemia de coronavírus, neste sábado (6), para se manifestar contra as desigualdades sociais e a brutalidade policial.

De Sydney a Londres, passando por Paris e Montreal, estavam previstas inúmeras manifestações neste fim de semana para homenagear esse afroamericano asfixiado até a morte por um policial branco, em 25 de maio, em Minneapolis.

Sua morte provocou um movimento histórico de protesto que atravessou as fronteiras dos Estados Unidos e reacendeu o desejo de mudança.

Na Austrália, o primeiro país a protestar fora dos EUA, milhares de pessoas marcharam no sábado, levando faixas com a frase “Não consigo respirar”. A frase é uma referência às últimas palavras de Floyd, enquanto era sufocado por quase nove minutos pelo joelho de um policial durnte sua detenção.

Na França, voltaram para o primeiro plano as denúncias de violência policial nos últimos anos, ecoando a indignação global com a morte de Floyd. Manifestações contra a violência policial foram convocadas para este sábado, em Paris, para “ampliar o movimento de solidariedade internacional contra a impunidade na aplicação da lei”.

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