Terça-feira, 14 de Julho de 2020

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Mundo O Paraguai diz que a situação no Brasil é caótica e que vai demorar a abrir a fronteira

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Segundo a OMS, pandemia ainda não atingiu pico em muitos países. (Foto: Bruno Concha/Secom)

O Paraguai continuará esperando a onda de contágio no Brasil diminuir para reabrir sua fronteira, apesar da forte pressão dos comerciantes que reclamam perdas de milhões, informou uma autoridade de saúde nesta sexta-feira.

“A situação no Brasil é bastante caótica. Estamos firmes nisso. Vamos esperar passar a onda no Brasil para começar a falar sobre reabertura da fronteira”, disse Guillermo Sequera, chefe da Diretoria de Vigilância da Saúde.

Segundo Sequeira, reabrir a fronteira vai “depender muito do que Foz do Iguaçu fizer”. A cidade paranaense de pouco mais de 250 mil habitantes é localizada na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina.

“Nós nos cuidamos em relação a São Paulo e Rio de Janeiro, e eles (de Foz) não interromperam sua mobilidade (com estas duas cidades). Se continuam abertos, a recomendação é não abrir a fronteira”, ressaltou.

O Brasil superou hoje 34 mil mortos pela pandemia de Covid-19 e, em 24 horas, registrou mais de 1,4 mil mortes, enquanto o número de infectados chegou a 618 mil. O Paraguai soma 1.087 casos e 11 mortos.

“Se Foz se blindar e quiser trabalhar diretamente com Ciudad del Este, pode-se pensar em uma reabertura, mas entendo que o negócio fronteiriço não será depois com Foz, e sim com São Paulo”, explicou Sequera.

Mortos

O número de brasileiros mortos em decorrência do novo coronavírus é quase três vezes maior que a soma de óbitos registradas nos demais países da América do Sul. Juntas, as outras nações do continente têm 12.113 mortos pela doença. O Brasil, por sua vez, contabiliza 34.021 baixas — 73,7% do total regional, que é de 46.134.

As mortes em solo brasileiro são responsáveis por cerca de 56,5% de todos os óbitos registrados na América Latina. Sem o Brasil, as nações latinas têm 26.184 vítimas que não resistiram ao coronavírus. Com os mais de 34 mil brasileiros que perderam a vida em decorrência da pandemia, o número sobe para 60.205.

O levantamento é do jornal Estado de Minas se baseou nos dados colhidos pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, e disponibilizados pela BBC. Para mapear os números da doença mundo afora, a universidade utiliza os balanços divulgados pelos governos nacionais.

Para a realização dos cálculos, a Guiana Francesa, território pertencente ao país europeu, foi levada em conta.

O Brasil já contabilizou 614.941 infecções por COVID-19. A América do Sul, ao todo, soma 1.029.938 casos. O segundo país sul-americano mais afetado pela doença é o Peru, onde 183.198 pessoas já testaram positivo. Por lá, já houve 5.031 mortes.

O Brasil tem 162 óbitos por milhão de habitantes, índice maior que as 109 baixas por milhão de sul-americanos. O país também perde na comparação com a América Latina, onde, a cada milhão de pessoas, morreram quase 106 delas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem cerca de 210 milhões de moradores. Portanto, concentra cerca de 49% dos 422,5 milhões de sul-americanos.

A América Latina, por sua vez, tem 569 milhões de habitantes. Em solo brasileiro, portanto, vivem quase 37% deles.

As 1.473 novas mortes incluídas no balanço dessa quinta-feira (5) do Ministério da Saúde fizeram o Brasil se tornar a terceira nação do mundo com mais óbitos causados pelo novo coronavírus, atrás apenas dos EUA e do Reino Unido.

O país ultrapassou inclusive a Itália, que já foi epicentro global da pandemia.

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