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Brasil Ciro Gomes defendeu a ampliação da defensoria pública no País

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Para o pedetista, atendimento precisa ser reforçado nos Estados. (Foto: Reprodução/Twitter)

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, defendeu a ampliação da defensoria pública, após encontro com profissionais da classe em São Paulo. Segundo ele, é preciso aumentar o serviço sobretudo nos Estados e não somente nos tribunais superiores de Brasília.

“Não existe justiça sem advogados e advogado custa caro e o pobre não tem direito à justiça se não for à defensoria pública”, afirmou o candidato durante ato de campanha nesse fim-de-semana. O pedetista afirmou que os defensores fazem um “notável trabalho” e ressaltou a importância da defensoria para garantir às mulheres pobres divorciadas o pagamento de pensão alimentícia para os filhos.

“O advogado é um profissional caro, de maneira que se você não fizer o defensor público chegar até a ponta da cidadania, não haverá defesa penal, não haverá defesa dos direitos difusos, as mulheres pagarão caro porque não vão ter postulação nem sequer de alimentos ou de pensão alimentícia”, frisou.

Ele também elogiou o trabalho de defensores para garantir atendimento na saúde – o órgão costuma fazer atendimentos para obrigar o SUS (Sistema Único de Saúde) a fornecer remédios ou tratamentos caros por meio de ações judiciais: “Imagine a tragédia que é, por exemplo, a negação da saúde em várias dimensões. Tudo isso é a defensoria pública que protege e define”.

Saúde

Ainda sobre a problemática da saúde no Brasil, Ciro Gomes disse que a recente valorização do dólar em relação ao real contribuiu para a inflação na área da saúde. “Praticamente todos os insumos são importados e, com o câmbio, já há uma inflação de 32% no setor”, apontou.

Ele enfatizou, ainda, o seu descontentamento com as condições da saúde no País: “Em 38 anos de vida pública, eu nunca me assustei tanto com o cenário do Brasil. A situação do SUS está em colapso”.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 55, que prevê o congelamento do orçamento para gastos primários, novamente foi citada pelo candidato como um fator que colabora para a manutenção dos problemas do setor. “A política de teto de gastos limita os investimentos na saúde”, criticou.

Minutos antes, Ciro havia recebido propostas de diversos representantes do setor que informavam, por exemplo, os locais onde faltam médicos em todo o território nacional. Em resposta, ele se comprometeu a analisar todos os pleitos e, se eleito, lutar por uma saúde de qualidade.

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