Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de outubro de 2018
O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) afirmou neste sábado acreditar que estará no segundo turno das eleições e também negou ter mágoa do PT. Com cerca de 10% a 12% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas, ele aparece atrás de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O primeiro turno será realizado neste domingo em todo o Brasil.
Na manhã deste sábado, Ciro Gomes participou de uma carreata em Fortaleza, no Ceará. “Eu vou chegar ao segundo turno e vou unir a família brasileira. Vou fazer diferente, como estou fazendo está campanha. Não vou fazer entendimento politiqueiro, não vou lotear o governo, não vou lotear ministério e vou fundar um novo caminho para o Brasil”, declarou Ciro Gomes. “Se eu chegar, como vou chegar ao segundo turno, é porque o povo brasileiro, que é o meu patrão, me deu essa chance.”
O pedetista também negou estar magoado com o PT. “Mágoa? [Não tem esse] Negócio de mágoa não”, falou ao ser questionado sobre o assunto. Antes do período eleitoral, Ciro tentou articular uma aliança com o PT e, de acordo com o próprio, chegou a ser convidado como vice de Luiz Inácio Lula da Silva.
No entanto, as negociações não foram para frente em nível nacional e o PT acabou isolando o PDT. O PSB, por exemplo, avaliou ficar com Ciro, mas, diante de articulações de Lula, se declarou “neutro”.
Segundo Ciro, a população ainda tem “48 horas para, com a bênção de Deus, achar o equilíbrio, desarmar essa bomba e permitir que o Brasil se proteja deste salto no abismo do fascismo produzido por um antipetismo que não entendeu nada daquilo que é a necessidade do país atualmente”.
Na sexta-feira, durante ato de campanha em Uberlândia, no interior de Minas Gerais, Ciro Gomes disse que não pode “deixar o Brasil cair na mão do fascismo” .
“Nós estamos virando jogo de forma absurdamente espetacular. É o povo brasileiro. Eu vou trabalhar até as 17h porque é a minha responsabilidade. Eu não posso deixar o Brasil cair na mão do fascismo que nega liberdade, que destrói a democracia, que não tem ideias e nem números e nenhuma experiência pra enfrentar o drama do desemprego”, afirmou.
Durante entrevista a jornalistas, Ciro Gomes também fez críticas ao PT, partido que, na avaliação do pedetista, perdeu “condição política” de governar.
“Não é possível mais que o ódio e o fascismo sejam a resposta para um antipetismo, que perdeu [o PT] a condição política de nos governar a partir de toda contradição que aconteceu. Nós precisamos de um novo caminho”, afirmou.
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