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Notícias Citação a ministros do Supremo em gravação foi bravata minha, diz o senador que está preso

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Delcídio firmou com a Procuradoria-Geral da República acordo de delação premiada em troca de possível redução de pena (Foto: Wilson Dias/Abr)

Os advogados do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) apresentaram, nesta quinta-feira (18), a defesa prévia do petista junto ao Conselho de Ética do Senado. Eles afirmam que sua prisão foi “inconstitucional”, que a gravação feita por Bernardo Cerveró – filho de Nestor Cerveró, ex-dirigente da Petrobras que está em processo de delação premiada – de diálogo com o próprio Delcídio ocorreu de “maneira sorrateira” e, por fim, que foram “simples jactância [bravata]” as menções do senador aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e de sua possível influência junto aos magistrados.

Além de afirmar que a prisão foi ilegal, pois não houve flagrante, a defesa alega que o parlamentar não tinha consciência de estava sendo gravado. A citação ao STF tem um capítulo especial: “Além de tratar-se de simples jactância, pois nem o senador tem esse poder institucional, nem os juízes daquela Corte se sujeitam a esse tipo de influência. Como se percebe da gravação, não foi esse o sentido da oferta, senão apenas dar resposta a um filho de pai preso, conhecido do senador de longa data”.

Delcídio foi preso em 25 de novembro, na Operação Lava-Jato, acusado de tentar interferir nas investigações. Mesmo encarcerado, ele permanece senador e recebe salário normalmente. O Conselho de Ética deverá se reunir na quarta-feira (24). (AG)

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