Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2016
A bancada evangélica conseguiu duas vitórias nas votações no plenário da Câmara dos Deputados nessa quinta-feira, na batalha antiaborto e antigays e a comunidade LGBT. Ao apreciar destaques à Medida Provisória 696, que trata de cortes de gastos e ministérios do governo, os evangélicos aprovaram duas mudanças na competência do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos sobre aborto e gênero.
As mudanças (de efeito mais simbólico do que prático) provocaram debates acirrados em plenário entre evangélicos e deputados de partidos mais à esquerda, que tentaram evitá-las. Na primeira votação, foi aprovada uma emenda do deputado Alan Rick (PRB-AC) que diz que o Ministério das Mulheres tem obrigação de atuar em conformidade com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos. O pacto, em um dos artigos, diz que o direito à vida tem que ser respeitado desde o momento da concepção.
A segunda votação também foi de um destaque apresentado pelo PRB e que conseguiu retirar das atribuições do Ministério das Mulheres a expressão “incorporação da perspectiva de gênero” na promoção da igualdade entre homens e mulheres, por 188 votos a 166, além de duas abstenções. Os evangélicos alegaram que a expressão gênero permitia interpretação que vai além da defesa dos direitos de homens e mulheres. (Isabel Braga/AG)
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