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Porto Alegre Clássicos franceses são destaque na programação da Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre

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Ciclo temático prosseguirá até o dia 25. (Foto Marcello Campos/Arquivo O Sul)

Localizada na esquina da rua Demétrio Ribeiro com avenida Borges de Medeiros, Centro Histórico de Porto Alegre, a Cinemateca Capitólio abre nesta terça-feira (17) a mostra “Clássicos Franceses”. São sete longa-metragens de diferentes épocas, dirigidos por mestres como Alain Resnais, Claude Sautet, Marcel Carné e Georges Franju.

A iniciativa é de Secretaria Municipal de Cultura, com apoio da Aliança Francesa e de parceiros como o Institut Français e a Embaixada da França do Rio de Janeiro, no âmbido das comemorações do Dia Mundial da Francofonia (20 de março). Com ingressos a R$ 10, os filmes podem ser conferidos até o dia 25, em datas e horários informados no site capitolio.org.br.

“As Coisas da Vida”

França/Itália | 1970 | Direção: Claude Sautet – Classificação: 16 anos. Um grave acidente de carro interrompe a rotina do arquiteto Pierre (Michel Piccoli). Entre a vida e a morte, fragmentos de memória emergem.

Isso inclui seu relacionamento com a amante Hélène (Romy Schneider), o distanciamento da ex-esposa e os gestos cotidianos que compõem sua existência. Nesse fluxo de lembranças e hesitações, o filme reconstrói as escolhas, afetos e ambiguidades que marcam uma vida comum.

“Os Olhos sem Rosto”

1960 | Direção: Georges Franju – Classificação: 14 anos. O renomado cirurgião Génessier (Pierre Brasseur) vive obcecado em restaurar o rosto desfigurado de sua filha Christiane (Édith Scob) após um acidente.

Com a ajuda de sua assistente Louise (Alida Valli), ele sequestra jovens mulheres para realizar experimentos de transplante facial em sua clínica isolada. Entre o horror e a poesia sombria, o filme acompanha a atmosfera de culpa, obsessão científica e sofrimento que envolve pai e filha, conduzindo a um desfecho inquietante.

“Desejos Proibidos”

1953 | Diretor: Max Ophüls – Classificação: 16 anos. Para pagar suas dívidas, uma mulher vende um par de brincos que ganhou de presente do marido, general, mas finge tê-los perdido.

O militar, avisado pelo joalheiro, compra de volta as joias e as presenteia à amante, que os revende imediatamente. Um barão compra as peças e, ao se apaixonar pela mulher do general, dá a ela os brincos como prova de amor, deflagrando consequências dramáticas.

“Tulipa Negra”

1964 | Direção: Christian-Jaque. Classificação: 12 anos. Em 1789, com a Revolução Francesa em andamento, um bandido chamado “Tulipa Negra” ajuda os habitantes amedrontados dos arredores da cidade de Roussillon. Os pobres respeitam-no como um novo Robin Hood.

Como Zorro, o Tulipa Negra é, na vida real, um membro na corte e, portanto, precisa esconder sua identidade para que possa lutar por justiça. Vibrante e colorido filme de aventura em estilo “capa-e-espada”, que consolidou Alain Delon como grande astro do cinema francês. Com Alain Delon, Virna Lisi, Dawn Addams e Akim Tamiroff.

“Meu Tio da América”

1980 | Direção: Alain Resnais. Classificação: 14 anos. Três destinos se cruzam em contraponto a teorias formuladas pelo biólogo Henri Laborit, que analisa o comportamento de ratos e homens vivendo em sociedade.

São eles um jornalista radiofônico, um filho de agricultor e uma filha de operário que se tornou estilista. Um dos mais inventivos e espirituosos filmes de Resnais, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes.

“Águas Tempestuosas”

1941 | Direção: Jean Grémillon. Classificação: 18 anos. O capitão do rebocador Le Cyclone, André Laurent (Jean Gabin), vive dividido entre o trabalho arriscado de resgate em alto-mar e a vida doméstica com sua esposa doente, Yvonne (Madeleine Renaud).

Durante uma operação para socorrer um navio em perigo, ele conhece Catherine (Michèle Morgan), sobrevivente do desastre, e inicia com ela uma paixão intensa. Entre o dever, o mar e o desejo, o capitão vê seu destino se encaminhar para um desfecho trágico.

“O Boulevard do Crime”

1945 | Direção: Marcel Carné. Classificação: 14 anos. Paris, 1828. No Boulevard do Crime, no meio da multidão, atores e saltimbancos, o mímico Baptiste, com seu testemunho mudo, salva Garance de um erro judiciário. É aqui que começam os amores contrariados de Garance, mulher livre e audaciosa, e Baptiste, que ela intimida e não ousa declarar seu amor.

Mas também os de Nathalie, a filha do diretor do teatro, que ama Baptiste, e Frédérick, um jovem ator promissor, que começa uma relação com Garance, enquanto essa última também ama Baptiste em segredo. Épico ambientado nos bastidores do mundo teatral parisiense do século XIX, com mais de três horas de duração, é a obra máxima do realismo poético francês, com roteiro assinado pelo poeta Jacques Prévert.

(Marcello Campos)

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