Sábado, 08 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2025
Conforme a determinação, os magistrados estão proibidos de acessar seus gabinetes.
Foto: ReproduçãoO juiz titular da Vara Única da Comarca de Presidente Figueiredo, município do interior do Amazonas, Jean Carlos Pimentel dos Santos, e o desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), Elci Simões de Oliveira, tiveram o afastamento cautelar determinado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Campbell Marques, nessa sexta-feira (21).
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a decisão foi tomada com base em uma denúncia formal contra os magistrados. A Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.) apontou que eles podem ter cometido irregularidades, como autorizar documentos que permitiram a retirada de quase R$ 150 milhões da empresa.
Conforme a determinação, os magistrados estão proibidos de acessar seus gabinetes, tanto no fórum de Presidente Figueiredo quanto na sede do Tribunal de Justiça do Amazonas em Manaus, e seus equipamentos de trabalho passarão por perícia.
Em nota, o Tjam informou que a decisão foi tomada pela Corregedoria Nacional de Justiça e afirmou que cumprirá a determinação, respeitando todas as medidas estabelecidas.
O CNJ ressaltou que a decisão foi tomada devido à rapidez excessiva no processo, que não condizia com o volume de trabalho da Vara Única. Para o ministro Campbell Marques, o juiz agiu sem a devida cautela ao avaliar a validade dos documentos, seu conteúdo e a legitimidade dos beneficiários.
A celeridade na autorização para a retirada dos montantes, incompatível com o acervo de processos da vara, chamou a atenção das autoridades. O corregedor considerou que houve falta de cautela na análise dos títulos e na verificação da legitimidade dos beneficiários dos alvarás.
Segundo o ministro Campbell Marques, os atos dos magistrados representaram danos à imagem do Poder Judiciário do Amazonas, sugerindo uma quebra da imparcialidade e da isonomia esperadas dos julgadores.
“O comportamento dos envolvidos causa sérios danos à imagem do Poder Judiciário do Amazonas, principalmente por sugerir possíveis violações da imparcialidade e igualdade que devem ser garantidas aos julgadores. Por isso, o afastamento cautelar dos magistrados é essencial”, afirmou o ministro.
A Corregedoria Nacional também ordenou o bloqueio dos acessos dos dois magistrados aos sistemas do Tjam. Além disso, os equipamentos de trabalho do desembargador e do juiz da Vara de Presidente Figueiredo foram lacrados para perícia e coleta de dados, com o objetivo de dar continuidade à investigação da reclamação disciplinar.
De acordo com o CNJ, os magistrados têm cinco dias para se manifestarem. A reclamação disciplinar tramita em sigilo.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
No Japãoseia PENA CAPITAL PARA ESSE VERME IMUNDO LADRÃO.
Gente mau caráter assassinando os ladrões aoo ESTADISTA. Como tem gente mau caráter nesse mundo. Gente rasa, tacanha , canalha e vulgar, inculta e rasa.