Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de janeiro de 2016
O governo da Colômbia calcula que 500 bebês podem nascer com microcefalia no país por causa do zika vírus e que um número similar de pessoas pode sofrer com a síndrome de Guillain-Barre, informou o presidente Juan Manuel Santos. “As estimativas são que teremos na Colômbia 600 mil casos de zika no transcurso desta epidemia. Desses 600 mil casos, calcula-se que as consequências serão 500 casos de recém-nascidos com microcefalia e 500 casos de pessoas com Guillain-Barre”, advertiu o presidente.
Santos recomendou que “as gestantes não viajem para as áreas atingidas pelo vírus, que se mantenham longe dos lugares onde há focos do mosquito e usem repelente”. Em uma resolução emitida no início do mês, o Ministério da Saúde colombiano sugeriu que as mulheres “evitem engravidar” durante a fase de expansão do zika.
O presidente comentou que ainda não há um vacina ou um tratamento para a doença. Ele lembrou que o vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que causa a dengue e a chikungunya, pode provocar febre, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, erupções cutâneas com pontos brancos e avermelhados e, em menor frequência, dores musculares e articulares, e pediu que as pessoas compareçam “imediatamente ao médico” se apresentarem esses sintomas. Na Colômbia, 175 municípios já registraram casos comprovados do zika vírus, segundo Santos.
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