Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020

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Brasil Com a pandemia do coronavírus, leitos de UTI aumentam 45% no País

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Segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina, no entanto, o aumento se deu de forma desigual na rede privada e no SUS

Foto: Divulgação/SES
Segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina, no entanto, o aumento se deu de forma desigual na rede privada e no SUS. (Foto: Divulgação/SES)

O País criou 19,8 mil leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para tratamento da Covid-19 durante a pandemia, um salto de cerca de 45% em relação às 45,4 mil unidades que funcionavam antes da doença. Segundo levantamento do CFM (Conselho Federal de Medicina), no entanto, o aumento se deu de forma desigual na rede privada e no SUS (Sistema Único de Saúde).

Até fevereiro as unidades eram divididas praticamente da mesma forma entre a rede do SUS e a estrutura privada e suplementar, que atende 22% da população. Cerca de 44% dessas UTIs exclusivas para Covid-19 foram criadas na rede pública (8.764) e as demais estão vinculadas ao setor privado e suplementar (11.061).

Para o levantamento, o CFM utilizou dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), do Ministério da Saúde. A oferta nessa área já vinha crescendo desde 2011.

O conselho aponta que, antes da pandemia, 14 Estados ofertavam menos leitos de UTI do que o recomendado por especialistas, ou seja, de 1 a 3 unidades a cada 10 mil habitantes.

Só o Sudeste concentrava 52% das unidades da rede pública até o começo do ano. “Já tínhamos o sistema à beira do caos em muitos lugares. Com a pandemia, aconteceu uma catástrofe”, afirma Donizetti Giamberardino, primeiro vice-presidente do CFM. “Em Estados onde a rede era insuficiente, esperamos que sejam mantidos os leitos.”

O conselho estima, no entanto, que cerca de 20% dos leitos criados no SUS operam em hospitais de campanha – cujas estruturas já começam a ser desmontadas em lugares como Manaus e São Paulo. Hoje, no País, 30% dos leitos de UTI são exclusivos para tratamento da Covid-19.

Em seis Estados esses espaços representam mais de 40% da oferta total de unidades para tratamento de pacientes graves, independentemente da doença. O maior porcentual , de 46%, está no Piauí. Em São Paulo, são 29% dos leitos.

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