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Economia Com a Selic em 14,75%, Brasil mantém o segundo lugar no ranking dos países com maiores juros reais

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A taxa real brasileira passou de 9,23% ao ano, dado do levantamento feito em janeiro, para 9,51% ao ano em março.

Foto: Reprodução
A taxa real brasileira passou de 9,23% ao ano, dado do levantamento feito em janeiro, para 9,51% ao ano em março. (Foto: Reprodução)

Apesar do corte na taxa básica de juros (Selic) de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, o Brasil segue na segunda posição no ranking mundial de juros reais (descontada a inflação), abaixo apenas da Turquia. A taxa real brasileira passou de 9,23% ao ano, dado do levantamento feito em janeiro, para 9,51% ao ano em março. Na Turquia, os juros reais subiram de 9,88% para 10,38% ao ano no mesmo período, segundo ranking elaborado pelo Portal MoneYou e pela Lev Intelligence.

Nesta quarta-feira (18), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortou a taxa básica de 15% para 14,75% ao ano. A taxa real é uma combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses (4,03%), segundo o boletim Focus, do Banco Central (BC), e dos juros de mercado para os 12 meses à frente.

O Brasil possui juros reais mais elevados do que Rússia (9,41%), Argentina (9,41%) e México (5,39%), para citar os países mais próximos no ranking, que reúne 40 economias que possuem uma taxa média de 2,18% ao ano.

Em termos nominais, a taxa brasileira permaneceu em quarto lugar, abaixo de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (15,5%), mas acima de Colômbia (10,25%), México (7%) e África do Sul (6,75%).

Apesar da turbulência provocada pela guerra no Irã, o colegiado do BC confirmou o plano traçado no encontro anterior, em janeiro, quando sinalizou a intenção de iniciar a flexibilização da política de juros na reunião de março.

Mas o comitê evitou sinalizar qual será a intensidade dos próximos cortes, citando “forte aumento da incerteza”. A ideia do Copom é ter mais clareza da profundidade e da extensão do conflito no Oriente Médio antes de definir os próximos movimentos.

Votaram 7 dos 9 membros em decisão unânime. Ainda não foram indicados os substitutos dos diretores Diogo Guillen (Política Econômica) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução), cujos mandatos terminaram em 31 de dezembro de 2025.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse.

O Copom disse olhar para os impactos futuros do conflito no Oriente Médio, sobretudo os efeitos provocados sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities, que afetam a inflação no Brasil de forma direta e indireta.

De acordo com o colegiado do BC, houve distanciamento adicional das projeções de inflação em relação à meta. No cenário de referência do Copom, a estimativa para este ano saltou de 3,4% para 3,9%. Para o terceiro trimestre de 2027, prazo na mira do comitê, a estimativa subiu de 3,2% para 3,3% —acima do alvo central de 3%. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)

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JORGE ERASMO DOS SANTOS CUNHA
19 de março de 2026 10:02

Bem complicado, mas se disseram ?! Aquela conversinha para Inglês ver. “De acordo com o colegiado do BC, houve distanciamento adicional das projeções de inflação em relação à meta. No cenário de referência do Copom, a estimativa para este ano saltou de 3,4% para 3,9%. Para o terceiro trimestre de 2027, prazo na mira do comitê, a estimativa subiu de 3,2% para 3,3% —acima do alvo central de 3%. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo).”

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