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Brasil Com apoio da Suíça, Operação Lava-Jato avança sobre políticos e setor elétrico

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Carlos Fernando Lima, elementos já apontam esquema além da Petrobras (Foto: Gisele Pimenta / Folhapress)

A condenação de executivos da construtora Camargo Corrêa e a denúncia formal contra presidentes e ex-dirigentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez, as duas maiores empreiteiras do País, abriram uma nova fase da Operação Lava-Jato. Agora, a investigação se aproxima de PT e PMDB como participantes do esquema de corrupção na Petrobras, em conluio com o cartel empresarial que, desde 2004, fatiava contratos de obras da estatal, mediante propinas.

Com a chegada dos primeiros documentos oficiais da Suíça, após um acordo de cooperação internacional, a força-tarefa de procuradores brasileiros acredita ter aberto caminho para a comprovação do uso de contas secretas pelos setores empresarial, político, financeiro e de agentes públicos.

Avanço

Antes centrada na estatal, a devassa nos contratos deve abranger outras áreas dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003–2010) e Dilma Rousseff (desde 2011). Dentre as prioridades está o setor energético, em especial as obras bilionárias de usinas como Belo Monte (Pará) e Angra 3 (Rio de Janeiro).

“Já temos elementos para apontar que o esquema foi além da estatal”, ressalta o procurador regional da República Carlos Fernando Lima, integrante da Lava-Jato. No comando estava um núcleo empresarial e outro político, conluio que permitiu a sistematização da corrupção a partir do maior caixa de investimentos do governo federal, a Petrobras. O prejuízo aos cofres do País é estimado em pelo menos 19 bilhões de reais. (AE)

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