Sábado, 11 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 14 de maio de 2017
Com as atividades suspensas na semana passada por decisão judicial, o Instituto Lula já sofria com os efeitos negativos provocados pelas investigações da Operação Lava-Jato na imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as ações que estavam em andamento e que foram suspensas destacam-se a construção do Memorial da Democracia e uma possível parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates, do fundador da Microsoft, o bilionário norte-americano Bill Gates.
Nos últimos meses, o instituto se concentrou em responder a acusações e fazer assessoria de imprensa para o ex-presidente. Mas nem sempre foi assim. Desde sua fundação, em 2011 (antes chamava-se Instituto Cidadania), promoveu encontro com chefes de Estado, realizou debates e fóruns. Chegou a ter 30 funcionários. Hoje, tem cerca de 20.
Em fevereiro de 2013, a entidade anunciou o projeto de construir o Memorial da Democracia: “Será um museu aberto a toda a população, com um formato de apresentação multimídia e interativo. Mostrará a história da luta pela democracia em nosso País. Será construído e mantido pelo Instituto Lula, em terreno cedido pela Prefeitura Municipal de São Paulo nas proximidades da Estação da Luz, seguindo desenho institucional a ser definido entre poder público e a entidade responsável pela iniciativa”.
A construção do museu no terreno público foi barrada pela Justiça antes mesmo de a Lava-Jato ser deflagrada. No entanto, mesmo antes do fim da batalha judicial, em setembro de 2015 o Instituto abandonou o plano inicial e decidiu lançar o museu em formato apenas virtual.
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