Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de outubro de 2023
Os 2,3 milhões de habitantes da Faixa de Gaza sitiada não têm acesso a água potável e corrente depois de Israel ter cortado a água e a eletricidade da região. Se a água escorrer da torneira, os moradores dizem que ela está tão contaminada com esgoto e água do mar que é intragável. Nestas circunstâncias, alguns são obrigados a utilizar o mar para tomar banho, lavar roupa e limpar os utensílios de cozinha, aponta a agência de notícias Associated Press.
No domingo (29), 33 caminhões transportando água, alimentos e medicamentos entraram na única passagem fronteiriça do Egito. Israel disse que abriu duas linhas de água no sul de Gaza na semana passada
Ainda assim, segundo os responsáveis por distribuir a ajuda humanitária, a assistência não é o suficiente para atender às necessidades da população local.
No domingo, as comunicações foram restauradas para a maioria dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza, depois que um bombardeio israelense descrito pelos residentes como o mais intenso da guerra interrompeu os serviços de telefone e internet na noite de sexta-feira (27).
Exausta e com medo de que a sua ligação com o mundo possa cair a qualquer momento, a jornalista palestina Hind al-Khoudary, de 28 anos, disse que os ataques aéreos massivos dos últimos dias excederam tudo o que ela já tinha visto. “Foi uma loucura”, afirmou ela.
Contatado pelo WhatsApp, o fotojornalista freelancer Ashraf Abu Amra, do norte de Gaza, disse que o pânico e a confusão o cercavam.
“É quase impossível enviar esta mensagem”, disse ele. “Tudo o que quero transmitir é que a comunidade internacional deve intervir e salvar imediatamente o povo de Gaza da morte.”
A Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) informou que milhares de pessoas saquearam vários de seus centros de distribuição em busca de farinha ou artigos de higiene.
“Este é um sinal preocupante de que a ordem civil está começando a desmoronar”, advertiu a agência.
A porta-voz da UNRWA, Juliette Touma, disse que a multidão invadiu quatro instalações no sábado. Ela disse que os armazéns não continham nenhum combustível. Um armazém continha 80 toneladas de alimentos, disse o Programa Mundial de Alimentos da ONU.
Segundo a organização, pelo menos 40 caminhões com suprimentos são necessários diariamente para atender às necessidades alimentares.
O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, e o presidente francês, Emmanuel Macron, insistiram na necessidade de um “apoio humanitário urgente em Gaza”, informou o gabinete do premiê, após uma conversa entre os dois dirigentes.
Em Rafah, no sul de Gaza, Etidal al Masri, moradora de Gaza, fazia fila com a esperança de poder comprar um pouco de pão. “Agora temos que fazer fila para conseguir pão, tomar banho e inclusive para dormir”, afirmou ela. As informações são do portal de notícias G1.
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