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Brasil As aplicações na poupança rendem 4,37% acima da inflação em um ano. É o maior retorno desde 2006 para quem deixa seu dinheiro na caderneta

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Em 12 meses, o ganho real da modalidade foi de 4,37%. (Foto: EBC)

Uma das mais tradicionais formas de aplicação financeira do País, a caderneta de poupança tem ganhado força com a desaceleração da inflação neste ano. No acumulado de 12 meses até maio, o ganho real da modalidade foi de 4,37%, já descontada a inflação no período .

O resultado representa o maior ganho real da poupança em 11 anos – em 2006 o rendimento foi de 5,1% no mesmo período analisado, de acordo com a consultoria. A caderneta de poupança já havia dado sinais de melhora no ano passado.

No acumulado de 12 meses até maio de 2016, a aplicação teve ganho real de 1,9% contra perda de 2,28% no mesmo período de comparação até maio de 2015. A poupança teve, ainda, desempenho melhor nos últimos 12 meses do que outras aplicações, como ouro, dólar e euro, mas perde para os ganhos da Bolsa e dos CDIs (Certificados de Depósito Interbancário). Vale lembrar que a poupança não tem incidência de Imposto de Renda.

Inflação em baixa

Na última sexta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a inflação oficial em maio foi de 0,31%, a taxa mais baixa para o mês de maio desde 2007 (0,28%).

Considerando-se os últimos 12 meses até maio, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumula alta de 3,6%, também a menor taxa acumulada em 12 meses desde maio de 2007 (3,18%). Depósitos superaram saques No mês passado, os depósitos na poupança superaram os saques em quase 293 milhões de reais, de acordo com dados do Banco Central. Foi o primeiro saldo positivo no ano e o melhor resultado para o mês desde 2014, quando o saldo ficou positivo em 2,27 bilhões de reais.

Saques e depósitos

Em maio o volume de recursos que os investidores depositaram na poupança foi superior ao montante sacado. O saldo foi de 292,6 milhões de reais, conforme os dados do BC (Banco Central). Essa foi a primeira vez no ano que as aplicações superaram os saques.

De acordo com o BC, o total aplicado foi de mais de 180 bilhões de reais, enquanto os saques somaram 179,9 bilhões de reais. Na ocasião, o estoque do investimento na poupança estava em 665,5 bilhões de reais, já considerando-se os rendimentos de 3,303 bilhões de reais de maio.

Os dois últimos dias do mês (30 e 31), quando geralmente o volume de depósitos sobe em função do pagamento de salários, foram fundamentais para maio fechar no azul. Juntos, este dois dias somaram 4,525 bilhões de reais em depósitos na poupança, já descontados os saques.

No acumulado de 2017, a poupança registra saques líquidos de 18,3 bilhões de reais, resultado de aportes de 826 bilhões de reais e retiradas de 844,4 bilhões de reais. No ano passado, em meio à crise, 40,7 bilhões de reais saíram da poupança.

Em maio do ano passado, houve saques líquidos de 6,59 bilhões de reais e, em abril de 2017, as retiradas foram de 1,27 bilhão de reais.
De 2015 a 2016, a crise econômica acirrou os saques, com as famílias mais retirando do que colocando recursos na poupança para fazer frente às despesas. Neste ano, o fenômeno voltou a ocorrer, com retiradas líquidas em janeiro, fevereiro, março e abril. Em maio, porém, houve captação líquida.

 

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