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Mundo Com os cinemas fechados, o principal aeroporto do Uruguai vai adaptar seu espaço para que as pessoas possam assistir a filmes

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Além de filmes, a ideia seria também aproveitar o espaço para shows musicais e de comédia, sempre com o público nos carros. (Foto: Divulgação)

Com os cinemas fechados devido à pandemia do coronavírus, o principal aeroporto do Uruguai vai adaptar seu espaço para que as pessoas possam ver filmes na telona sem desrespeitar as medidas de distanciamento recomendadas pelas autoridades sanitárias.

Segundo informações do jornal “El Observador”, o Aeroporto Internacional de Carrasco, próximo à capital Montevidéu, vai transformar seu espaço em um cinema drive-in, modelo em que os espectadores assistem aos filmes de dentro de seus carros. O anúncio oficial deverá ser feito em 21 de maio.

Segundo a publicação, a tela de exibição terá 16 metros de altura por 20 metros de comprimento. Além de filmes, a ideia seria também aproveitar o espaço para shows musicais e de comédia, sempre com o público nos carros.

A estrutura deverá comportar até 90 veículos e contará com diversas opções de gastronomia. Os pedidos serão feitos digitalmente e entregues nos carros.

De acordo com o jornal, a iniciativa terá duração de dois meses, o que permitiria atender um total de 20 mil espectadores somando todos os eventos.

Reabertura da economia

O governo do Uruguai anunciou a retomada de algumas atividades e a reabertura do comércio nesta semana após dados indicarem que o país tem um número menor de doentes e mortos pelo novo coronavírus do que outros países da região.

O presidente Lacalle Pou, de centro-direita, assumiu o governo no início de março, poucos dias antes da chegada do coronavírus no Uruguai. O seu governo apelou pela responsabilidade de todos os cidadãos para o combate à pandemia.

Ainda em março, Lacalle Pou decretou emergência sanitária no Uruguai, no mesmo dia em que o país confirmou os primeiros quatro casos de coronavírus. Entre as medidas, foi decretada quarentena obrigatória de 14 dias a viajantes vindos de países considerados de risco na época, como China, Coreia do Sul, Itália, França e Alemanha.

O governo de Lacalle Pou ordenou o fechamento de lojas e shoppings, exceto as que vendem alimentos e medicamentos, e também suspendeu o funcionamento de parques e outros locais públicos.

O governo uruguaio também proibiu o desembarque de passageiros e tripulantes de cruzeiros. Os espetáculos públicos foram suspensos no país, assim como o controle da presença no ensino público e privado.

No fim de março, Lacalle Pou anunciou que ele, os ministros do governo e os parlamentares do Uruguai teriam os salários reduzidos em 20%. O dinheiro economizado seria destinado ao Fundo Coronavírus, para o combate à pandemia no país.

Outras medidas adotadas para a redução dos impactos econômicos, sanitários e sociais no Uruguai foram o adiamento do pagamento de impostos, o aumento de linhas de crédito com juros baixos no banco estatal e empréstimos para pequenas e médias empresas.

Na segunda-feira passada (4), vários comércios do centro de Montevidéu retomaram suas atividades e os ônibus aumentaram a sua frequência, segundo a imprensa local.

As lojas terão que evitar a aglomeração de pessoas, indicando as áreas de circulação, e exigir que os clientes usem máscaras. As medidas terão que ser aplicadas por cada empresa, já que não há um protocolo geral. No entanto, há restrição de horário para o atendimento, entre 10 e 18 horas.

Estima-se que entre 80% a 85% das atividades serão retomadas no comércio, segundo o jornal local La Diaria. Durante a quarentena voluntária, os supermercados e farmácias permaneceram abertos.

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