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Economia Com recorde de exportação em 2023, carne de frango está 11,4% mais barata a brasileiros

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Queda se deu principalmente pela baixa registrada no preço do milho no ano passado

Foto: Reprodução
Deputados que lideram a regulamentação da reforma tributária tendem a acrescentar não apenas o frango, como defendeu o presidente, mas outros tipos de proteínas na lista com tributação zero. (Foto: Reprodução)

Em janeiro de 2023 o quilo da carne de frango saia dos frigoríficos para o supermercado custando em média R$ 10,35. Agora, em janeiro de 2024, está custando R$ 9,17, o equivalente a uma redução de 11,4% do valor, segundo o Alê De Lara, diretor de uma empresa que trabalha há mais de 20 anos acompanhando o setor.

O especialista explica que essa queda se deu principalmente pela baixa registrada no preço do milho no ano passado, de 36%, se comparado com 2022, o que reduziu o custo e a retomada do crescimento das produções de consumo interno e externo.

Mesmo com os preços do cereal voltando a subir no final de 2023, devido aos problemas causados pelo El Niño nas lavouras de soja e milho de Verão, os custos da produção comercial da carne de frango não foram repassados e devem se manter assim, por enquanto.

Os preços mais competitivos da carne frango brasileira fizeram com que o país fechasse 2023 com recorde de exportação. Foram 5,138 milhões de toneladas, alta de 6,6% em relação a 2022, sinalizando tendência positiva para 2024, afirmou nesta segunda-feira a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Essa foi a primeira vez que o Brasil superou a marca de 5 milhões de toneladas exportadas em um ano.

O número, que inclui todos os produtos, entre in natura e processados, mostra que o país tem avançado nos embarques, já que segue livre de gripe aviária em granjas comerciais, diferente do que tem acontecido em outros países.

O preço mais baixo afetou um pouco as margens de lucro dos frigoríficos que, mesmo assim, ainda registraram um crescimento em receita de 0,4%, na comparação com 2022, o equivalente a 9,796 bilhões de dólares em 12 meses, o que também é um novo recorde.

“Mais exportações significam mais empregos, sem dúvida. Quando a gente começa a aumentar o volume, como neste ano, que aumentamos em 6,6%, isso faz com que você tenha que empregar mais para produzir mais frangos e processar essas aves que vão se transformar em comida para os brasileiros e para o exterior. Pelo último levantamento realizado no ano passado, tinham mais de 20 mil vagas abertas”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O Japão é o país que aparece na liderança como principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, com 55,9 mil toneladas importadas, volume 53,9% maior que o total registrado no mesmo período de 2022.

Em segundo lugar vem a China, que importou 50,3 mil toneladas (+8,5%), seguida por Emirados Árabes Unidos, com 44,3 mil toneladas (+27%), Arábia Saudita, com 39,5 mil toneladas (+56,3%) e África do Sul, com 31,2 mil toneladas (+10,8%).

A expectativa da associação do setor é de que em 2024 o Brasil continue crescendo em exportação, em produção e em geração de empregos.

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