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Vôlei Com reservas, seleção brasileira masculina de vôlei derrota a Alemanha na Liga das Nações

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Alan pula para atacar contra bloqueio alemão. (Foto: Divulgação)

Com a vaga garantida nas semifinais da Liga das Nações, o Brasil mudou. Saíram (quase todos) os titulares, entraram os reservas, mas o fim foi o mesmo. Consistente, apesar de desligar em alguns momentos, a seleção soube se impor diante da Alemanha. Em 3 sets a 0, parciais 25/21, 25/21 e 25/23, garantiu o 13° triunfo em Rimini e a liderança da tabela a uma rodada do fim da fase de classificação.

Resumo da partida

Do time titular na vitória contra a Itália, apenas Lucão e Thales permaneceram. Com a vaga garantida, Schwanke rodou o time e mandou Alan, Cachopa, Maurício Borges, Douglas Souza e Isac à quadra. Leal e Lucarelli, por exemplo, sequer foram inscritos. Mas, apesar de alguns erros por falta de entrosamento, o Brasil teve o domínio da maior parte do jogo.

Alan deixou a quadra como maior pontuador do Brasil, com 14 pontos. Logo atrás, os dois ponteiros, Douglas Souza e Maurício Borges, com 11 cada. A seleção mostrou evolução no bloqueio, depois de uma partida ruim no quesito contra a Itália. Além do bom rendimento ao amortecer o ataque alemão, fechou o jogo com cinco pontos no fundamento.

Primeiro set

As mudanças não diminuíram o ímpeto. Logo de cara, o Brasil abriu 4 a 0 sem muitas dificuldades. Em um saque para fora da Alemanha, a seleção chegou à primeira parada técnica com 8/4 no placar. No bloqueio triplo de Alan, Lucão e Maurício Borges, a vantagem pulou para 10/5, e Andrea Giani, técnico da Alemanha, parou o jogo. Os alemães, porém, cresceram, com dois bloqueios seguidos e um ace. A diferença não demorou a cair para apenas dois pontos (11/9).

Nada que assustasse tanto. Alan voou de trás da linha de três e encheu o braço para marcar 16/12. O Brasil até tentava tornar as coisas mais fáceis, mas também cometia falhas. A Alemanha voltou a crescer na reta final, com uma sequência de quatro pontos, reduzindo a diferença para 23/21. Foi só um susto. Alan, em uma pancada, fechou o set em 25/21.

Segundo set 

O Brasil voltou à quadra já sem Lucão, com Flávio no lugar. A Alemanha largou na frente ao abrir 2/0. Flávio e Isac, porém, logo deixaram tudo igual. O roteiro seguiu o mesmo da primeira parcial. Ao acelerar um pouco mais, a seleção conseguia desgrudar no placar. Mas, um ace de Schott, a Alemanha voltou a encostar, fazendo a diferença cair para apenas um ponto, em 9/8. Pouco depois, Weber, destaque do time alemão, deixou tudo igual, em 10/10. Mas o Brasil voltou a aumentar o ritmo. Douglas Souza, com um ace, marcou 16/13 antes da segunda parada técnica.

A Alemanha até tentou voltar ao jogo. Weber, jovem e alto oposto, causava problemas à linha de defesa da seleção. Mas Alan chamou o jogo e resolveu. Muito forte no ataque, garantiu a vitória da seleção na parcial. No fim, em um erro do próprio Weber deu números finais ao set: 25/21.

Terceiro set

O Brasil abriu vantagem logo de cara. Na primeira parada técnica, tinha 8/5 na contagem. Em um lance confuso na metade do set, o árbitro flagrou uma invasão alemã pelo alto da rede. O desafio, porém, pegou um toque de Douglas Souza na rede. Como não foi o motivo para o pedido do desafio, foi a senha para um longo período de discussão, de seis minutos no total. No fim, o lance voltou, e Flávio marcou 10/7 para a seleção.

A Alemanha voltou a encostar, diminuindo a diferença para 11/10. Logo depois, um bloqueio de Krage sobre Maurício Borges deixou o placar igual em 12/12. Um erro de saque da Alemanha fez com que a seleção abrisse 16/15 antes da segunda parada técnica. O Brasil até voltou a abrir vantagem, mas a Alemanha deixou tudo igual mais uma vez, em 19/19. Schwanke, então, parou o jogo. A seleção voltou a abrir, e os rivais foram buscar, em 23/23. Foi só um susto. Na marra, fim de papo: 25/23, em um ataque para fora da Alemanha.

Próximo jogo

A seleção volta à quadra nesta quarta-feira (23), contra a Rússia, na última partida da fase de classificação, às 16h.

Como fica?

O Brasil, já classificado, soma mais uma vitória e se mantém na liderança da tabela, com 13 triunfos e apenas uma derrota. Nesta terça-feira, a Polônia, que bateu o Irã, também garantiu a classificação para as semifinais da Liga. As outras duas vagas ainda estão em aberto. A Eslovênia é quem tem a vantagem, à frente de França, Sérvia e Rússia, que também têm chances.

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