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Economia Com tarifaço de Trump, Bolsa brasileira fecha a pior semana em quase 3 anos

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No ano, o indicador já soma valorização de 32,11%. (Foto: Divulgação/B3)

Com o anúncio das novas tarifas de 50% contra produtos do Brasil por parte dos Estados Unidos, o Ibovespa, principal índice acionário da Bolsa de Valores brasileira, a B3, encerrou em queda de 0,41% na sexta-feira (11), aos 136.187 pontos. Na semana, a baixa foi de 3,6%, o que marcou o pior desempenho do índice no período desde dezembro de 2022.

Já o dólar fechou em leve alta de 0,1% na sexta-feira (11), cotado a R$ 5,5479. Na semana, a moeda americana acumulou alta de 2,28%.

Os analistas e investidores tentam avaliar os possíveis impactos nos diferentes setores da economia brasileira.

Na sexta-feira (11) o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que falaria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “em algum momento, mas não agora”, indicando que o país tem tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de forma injusta. Lula, por sua vez, afirmou que quer negociar e pediu que Trump respeite as leis brasileiras.

Investidores aguardam sinais sobre os próximos passos do governo em relação ao tarifaço de Trump, após Lula prometer acionar a Lei de Reciprocidade Econômica contra os EUA. Além disso, também tentam medir o impacto das novas taxas para grandes empresas brasileiras.

Caso o país não consiga caminhar com uma negociação, a nova taxa deve afetar diretamente setores estratégicos da economia nacional. A previsão é que a tarifa entre em vigor em 1º de agosto.

Ações de empresas exportadoras, como a Embraer, seguem pressionando a bolsa de valores brasileira. Na sexta-feira, os papéis da companhia caíram mais de 1%, após recuarem mais de 3% na véspera.

O efeito do tarifaço no resto do mundo também segue no centro das atenções. Na noite de quinta-feira, Trump anunciou uma tarifa de 35% sobre a importação de produtos do Canadá e avisou que vai notificar a União Europeia sobre qual será sua taxação ainda nesta sexta.

Desde o início da semana, o presidente norte-americano tem enviado cartas a diversos líderes globais estabelecendo taxas mínimas para a negociação comercial. Até agora, 23 nações já foram comunicadas, e o Brasil ficou com a taxa mais alta.

Impactos

A nova tarifa de 50% dos EUA contra produtos brasileiros, anunciada na quarta-feira (9), deve afetar diretamente empresas e produtores de setores estratégicos da economia nacional, que vendem seus produtos para os norte-americanos.

É o caso dos exportadores de petróleo, de aço, café e carne bovina, por exemplo, produtos que lideram as vendas do Brasil para os EUA. As exportações de suco de laranja e de aeronaves também podem ser fortemente impactadas.

Um levantamento da XP Investimentos, por exemplo, mostra que a Embraer é uma das empresas da bolsa mais expostas ao tarifaço de Trump. A estimativa é que 23,8% de sua receita é proveniente das vendas que a companhia faz para os Estados Unidos.

Outras empresas potencialmente afetadas são Suzano (com 16,6% da receita proveniente de exportações aos EUA), Tupy (13,9%), Jalles Machado (11%), Frasle Mobility (10,8%), entre outras.

Outra preocupação no Brasil é a inflação. O mercado financeiro reagiu mal à nova taxa e o dólar subiu forte nas horas seguintes ao anúncio de Trump.

“Se o dólar permanecer alto, a inflação no Brasil persiste e o Banco Central mantém os juros altos (atualmente no patamar de 15%, o maior em quase 20 anos). Isso desacelera a economia e pode entrar em recessão”, alerta o economista Robson Gonçalves, professor de MBAs da FGV.

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