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Brasil Com um ano de pandemia, hospitais têm profissionais cansados, pacientes jovens e famílias internadas

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Com pico de contágio por Covid, governo gaúcho emitiu nesta quarta (15) Avisos para todas as regiões. (Foto: Fabrícia Costa/CRS/Divulgação.

Depois de um ano de pandemia, a sensação é de viver em um campo de guerra. Profissionais da saúde relatam o desafio de cuidar dos pacientes com covid-19 – em número crescente, e cada vez mais jovens – e lidar com o cansaço.

Esse rejuvenescimento da pandemia pressiona hospitais. Na comparação entre a 1ª semana epidemiológica do ano com a 10ª (7 a 13 de março), as infecções pelo vírus subiram 316%, disse o Observatório Covid-19 da Fiocruz, na última sexta-feira (26).

Já nas faixas de 30 a 39 anos, os casos aumentaram 565%; e de 40 a 49 anos, 626%. Por terem menos comorbidades, a permanência dos mais novos nos hospitais é maior.

“Antes, a gente até falava: ‘eram os avós’. Agora são os filhos e os netos”, diz o infectologista André Baptista, médico residente do Instituto Emílio Ribas, unidade de referência em São Paulo. Além disso, as equipes convivem com a ansiedade de dar notícias (más, na maioria) às famílias e a revolta de ouvir sobre flagrantes de festas e aglomerações, como se a crise sanitária nem existisse.

O medo de acabar os remédios é outra sombra. “Se as drogas acabarem, todos vão acordar com um tubo dentro do pulmão. Imagine que situação desesperadora”, descreve Baptista.

Além das mortes – o País tem mais de 314 mil vítimas –, o número de novas infecções indica que ainda não há sinais de melhora em breve. Médica intensivista do Hospital Municipal de Natal, Ana Patrícia Tertuliano define: “Realmente, o que a gente está vivendo é um inferno”.

Covid no Brasil

O Brasil registrou 1.969 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta segunda-feira (29) 314.268 óbitos. Com isso, a média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 2.655, um novo recorde desde o início da pandemia pelo 4º dia consecutivo. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +34%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

Já são 68 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de mil; pelo vigésimo segundo dia a marca aparece acima de 1,5 mil; e o País completa agora 13 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia. É o terceiro dia com a média acima da marca de 2,5 mil.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 12.577.354 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 44.720 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 75.105. Isso representa uma variação de +8% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos.

Dezoito Estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amapá, Rondônia, Tocantins, Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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