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Brasil O ministro da Saúde defendeu o isolamento social para conter o avanço do coronavírus

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Queiroga é o quarto ministro a ocupar o cargo desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu o isolamento social para conter o avanço da covid-19, mas afirmou que medidas mais “severas” de lockdown devem ser localizadas, e não generalizadas no País. O chefe da pasta participa de uma audiência pública da comissão da covid-19 no Senado, a primeira de Queiroga após assumir a pasta.

Na reunião, o ministro confirmou que tomou conhecimento dos efeitos do lockdown em Araraquara, no interior paulista, que diminuiu os índices de mortes e internação por covid-19.

“Essas medidas de restrições mais fortes, quando aplicadas, têm que ser a nível do local onde está acontecendo o momento epidemiológico mais severo”, afirmou o ministro. “Não se pode preconizar uma restrição severa horizontal porque isso seria uma situação que não traria benefícios. Além disso, agravaria por demais a questão econômica do Brasil.”

O chefe da pasta defendeu uma orientação para a população usar máscaras e adotar o isolamento. A postura foi elogiada por senadores, inclusive integrantes da oposição, por não seguir o presidente Jair Bolsonaro, que faz críticas às medidas de fechamento. “Temos que fazer uma campanha não para prender a população que não está usando máscara, mas para convencê-los que o uso da máscara é fundamental”, disse o ministro.

Queiroga é o quarto ministro a ocupar o cargo desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil. Ele defendeu uma coordenação nacional de enfrentamento à covid-19. “Todo mundo fez de um jeito e as coisas poderiam ter um encaminhamento melhor se tivéssemos uma ação mais homogênea. É isso que nós vamos procurar”, afirmou.

Uso “racional” de oxigênio

Também nesta segunda, Queiroga afirmou que a pasta fará uma campanha a favor do uso “racional” de oxigênio em hospitais.

Queiroga deu a declaração ao participar de uma audiência do Senado. Aos parlamentares, afirmou também que muitas pessoas recebem oxigênio nos hospitais mesmo sem precisar.

“Todos sabemos que muitas pessoas chegam aos hospitais e aí, às vezes, a primeira providência é colocar o oxigênio nasal em quem não precisa do oxigênio. Então, vamos tentar economizar. Vamos fazer grande campanha, junto aos profissionais de saúde, para o uso racional do oxigênio”, disse.

Segundo o ministro, a pasta vai elaborar os protocolos que “racionalizem o uso de oxigênio”.

No início deste ano, hospitais de Manaus (AM) enfrentaram uma crise no abastecimento de oxigênio. Isso porque, na ocasião, o volume necessário para atender aos pacientes era inferior ao volume disponível nas unidades de saúde. Em São Paulo, também há relatos de falta de oxigênio em alguns hospitais.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que, segundo dados do governo, seis Estados são os mais críticos para falta de oxigênio: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte.

Durante a audiência do Senado, Marcelo Queiroga afirmou que o governo importou 13 caminhões-tanque do Canadá para que chegue mais oxigênio aos hospitais.

De acordo com o ministro da Saúde, o País necessita de 50 caminhões-tanque carregados de oxigênio. Ele afirmou que a alternativa encontrada foi a de compra de carros usados.

“Legislação brasileira proíbe importação de carro usado. Mas aqui não estamos adquirindo carros usados, estamos adquirindo insumo estratégico para o nosso sistema de saúde”, acrescentou.

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