Domingo, 09 de agosto de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Com a volta dos trabalhos no Congresso, governo prioriza aprovação de acordo Mercosul-União Europeia e pautas com potencial eleitoral

Compartilhe esta notícia:

Senadores e deputados retornam às atividades nesta segunda-feira (2). (Foto: Divulgação)

O Congresso Nacional retoma os trabalhos legislativos nesta segunda-feira (2) com uma sessão solene que reúne deputados e senadores. A reabertura marca o início de um período de desafios para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca avançar em pautas estratégicas ao longo de 2026.

Lula deve encaminhar ao Parlamento uma mensagem com a lista de projetos considerados prioritários para o ano. No texto, o presidente também deve reconhecer a atuação dos congressistas nas votações de interesse do Executivo em 2025, como a aprovação unânime da isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil.

Entre as prioridades do governo está a ratificação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em 17 de janeiro após mais de 25 anos de negociações. O tratado envolve um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto conjunto estimado em US$ 22 trilhões (R$ 118,4 trilhões), sendo considerado central para a política externa brasileira, voltada à ampliação do comércio exterior e à defesa do multilateralismo.

Com o cenário eleitoral no horizonte, o Planalto também pretende intensificar articulações para aprovar pautas de forte apelo popular e relevância no debate público, como segurança pública, o fim da escala de trabalho 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos e a tramitação de medidas provisórias.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que o governo trabalha para enviar ao Congresso, nos primeiros dias de fevereiro, o texto do acordo Mercosul–União Europeia. A expectativa é acelerar o processo para permitir a entrada em vigor do pacto.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que dará celeridade à análise assim que a proposta chegar à Casa. Segundo Gleisi, líderes partidários já sinalizaram apoio à aprovação.

Apesar disso, o envio do acordo à Justiça pelo Parlamento Europeu foi visto como um revés para o Mercosul e gerou preocupação no governo brasileiro, especialmente pelo peso do Brasil nas exportações para o mercado europeu. No Executivo, a avaliação é que a judicialização pode atrasar o cronograma de ratificação, comprometer a vigência no segundo semestre e aumentar a insegurança jurídica em torno do texto.

Diante desse cenário, o governo brasileiro passou a defender a adoção de uma vigência provisória. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avalia que a aprovação do acordo pelo Congresso Nacional pode reforçar, junto à Comissão Europeia, a possibilidade de aplicação temporária do tratado enquanto a disputa judicial é analisada.

A leitura do governo é que, mesmo com o questionamento no Parlamento Europeu, já há condições para colocar em prática os termos comerciais previstos no acordo. A expectativa é que o tratado esteja em funcionamento no segundo semestre. Para o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e para Alckmin, a etapa atual é decisiva e pode ampliar o acesso do Brasil a mercados estratégicos, impulsionar exportações e fortalecer a posição do país no comércio internacional.

Na Câmara, a avaliação é de que o acordo não deve enfrentar resistência significativa. Motta indicou que, em caso de demora nas comissões temáticas, poderá levar o texto diretamente ao plenário por meio de um requerimento de urgência. “O debate avançou bem. Oposição e governo estão alinhados. É uma prioridade nacional”, afirmou o deputado Mendonça Filho (União-PE).

Segurança pública

Além da pauta econômica, o presidente da Câmara sinalizou que a Casa deve avançar nos próximos dias nas discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Segundo Motta, a previsão é que o texto seja votado após o Carnaval.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Gabriel Souza acredita que pela lógica, PP continuará no projeto de governo que já integra há 12 anos
Apesar de sempre despontarem com força, ex-governadores não conseguiram conquistar a Presidência durante a Nova República, com exceção de Fernando Collor
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x