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Notícias Comandante do Exército brasileiro queixa-se de falta de recursos

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Discurso foi feito na cerimônia do Dia do Soldado, na presença do presidente Lula. (Foto: Ricardo Stuckert)

Diante de um quadro de restrições orçamentárias, o comandante do Exército brasileiro, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, defendeu a “necessidade imperiosa” de adquirir mais helicópteros, blindados e mísseis. A declaração foi feita durante cerimônia em razão do Dia do Soldado, que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Esse espírito perseverante e de doação integral à carreira é mantido incólume, mesmo sob os efeitos das restrições orçamentárias que atingem a todos. Apesar disso, não nos descuidamos da imperiosa necessidade de mais helicópteros, de mais blindados e de mais mísseis, meios militares imprescindíveis, que foram adquiridos de forma responsável e transparente e foram agregados à dotação de material da Força, aumentando nossa capacidade de cumprimento de missão”, disse.

Não foi a primeira vez que o comandante do Exército cobra mais recursos para custeio e investimento diante de Lula. Em março deste ano, o general fez cobrança semelhante em outra solenidade, a do Dia do Exército. O ministro da Defesa, José Múcio, também estava presente no evento e ouviu o mesmo recado.

Em sua fala, o general também defendeu que os soldados do Exército estão “em plenas condições” de exercer missões inerentes à defesa civil após a “saída das fileiras do Exército”. A declaração foi dada em meio ao debate sobre a manutenção das regras de aposentadoria dos militares, que possuem benefícios diferentes relação aos civis, outro tema relacionado às contas públicas. Sobre isso, o comandante defendeu que os militares possuem características de trabalho diferentes porque atuam com “disponibilidade permanente”.

“Esse grande contingente, que aprende verdadeiras lições de cidadania e civismo nas unidades militares, está em plenas condições de exercer as missões inerentes à defesa civil, após a saída das fileiras do Exército. Porém, enquanto estão no serviço ativo, os soldados da Pátria, junto aos nossos irmãos, marinheiros e aviadores, trabalham com disponibilidade permanente e dedicação exclusiva para defender o Brasil, salvaguardando sua soberania e protegendo seu povo, nosso maior patrimônio”, argumentou.

Neste mesmo sentido, o comandante do Exército destacou o papel dos militares da tragédia que atingiu o Rio Grande do Sul e nas operações que buscam coibir o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY).

“Há soldados na selva, prevenindo e reprimindo as atividades de garimpo ilegal e protegendo os nossos irmãos Yanomamis. Essa ação, que é sinérgica com inúmeras agências governamentais, já proporcionou a redução de 80% da atividade ilícita, um resultado tangível altamente expressivo”, mencionou.

Além de Lula, participaram da cerimônia diversas autoridades, como o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, e os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, que também ocupam uma cadeira na Corte. Durante a solenidade, Lula entregou a “Medalha do Exército Brasileiro” para três militares atletas medalhistas nos os Jogos Olímpicos de Paris.

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