Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de abril de 2017
Começou no plenário da Câmara a discussão para votar o projeto de renegociação das dívidas dos estados. Enquanto deputados do Rio e do Rio Grande do Sul reclamam, na tribuna, do rigor das contrapartidas, como a privatização de bancos estatais, outros apontam o esquema de corrupção operado pelo ex-governador Sérgio Cabral como vetor da grave crise econômica por que passa o Rio.
“Todo mundo viu o que aconteceu hoje de manhã: a prisão de mais um da turma do guardanapo. Agora vêm pedir ajuda. O que deveria acontecer é a intervenção. Mas o governo não quer fazer uma intervenção para não atrapalhar essa maldita reforma da Previdência”, discursou Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).
Sá se referia à prisão do ex-secretário de Saúde de Cabral, Sérgio Côrtes, na operação Fratura Exposta. Côrtes era amigo de Cabral e participou do episódio conhecido como “farra dos guardanapos” em Paris, na qual também estava o empresário Fernando Cavendish, da construtora Delta.
A votação do conteúdo do projeto, de relatoria de Pedro Paulo (PMDB-RJ), deve se estender por horas. O plenário está cheio, com 446 deputados registrados. Por enquanto, estão sendo votados requerimentos sobre a forma de votação do texto. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, acompanha tudo de dentro do plenário. O governador do RS, José Ivo Sartori, estava na sessão, mas deixou o local para retornar ao Estado.
Mais cedo, Sartori conversou com o relator do projeto, deputado Pedro Paulo (RJ), que anunciou mudanças no texto, que atendem a pleitos do Rio Grande do Sul. O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, e o procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel, acompanharam o governador.
Os comentários estão desativados.