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Política Comissão da Câmara dos Deputados aprova projeto que anula casamento de menores de 16 anos no Brasil

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A proposta segue diretamente para o Senado

Foto: Divulgação
A proposta segue diretamente para o Senado. (Foto: Reprodução)

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que altera o Código Civil para tornar inválido, em qualquer circunstância, o casamento envolvendo pessoas com menos de 16 anos de idade no Brasil.

De acordo com o texto, qualquer união formalizada antes dessa idade será considerada nula. A proposta também elimina dispositivos da legislação que admitiam exceções para esses casos, como a possibilidade de casamento em razão de gravidez, além de revogar regras sobre confirmação ou anulação dessas uniões.

A relatora do texto na CCJ, deputada Ana Paula Lima (PT-SC), apresentou um substitutivo com ajustes técnicos ao Projeto de Lei 195/24, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). O parecer foi aprovado na última quinta-feira (16).

Ao analisar outra proposta que tramitava em conjunto, apresentada pelo deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO), a relatora concluiu que, embora o conteúdo seja constitucional, o texto apresentava problemas de técnica legislativa e incompatibilidades jurídicas. O projeto de Laura Carneiro estava apensado ao de Máximo.

A proposta de Máximo previa alterar as regras para o casamento de adolescentes que já atingiram a idade mínima permitida pela legislação. Atualmente, jovens de 16 e 17 anos só podem se casar com a autorização dos dois pais ou representantes legais. O projeto permitiria que a autorização fosse concedida por apenas um deles.

Na avaliação de Ana Paula Lima, a proposta do deputado “fragiliza o poder familiar ao admitir que apenas um dos genitores possa autorizar o casamento de menores e é omisso quanto à solução da hipótese de divergência entre os pais”.

A deputada também argumentou que impedir o casamento de menores de 16 anos está em sintonia com a Constituição, que assegura proteção especial às crianças e aos adolescentes.

A partir de agora, a proposta segue diretamente para o Senado, caso não seja apresentado recurso para que o texto seja votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

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Eloa Gute
19 de julho de 2026 09:39

Isso deveria ser automático, porque progeto, se um menor matar alguém não vai para cadeia, por não é reposabilizado, deveriam usar a nessa lei, e não novo projeto.

Eloa Gute
19 de julho de 2026 09:39
Responder para  Eloa Gute

Projeto

Cássio Igor da Silva
19 de julho de 2026 09:56
Responder para  Eloa Gute

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