Segunda-feira, 25 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Comissão da Câmara dos Deputados aprova reforma eleitoral que prevê fim do segundo turno, volta das coligações e sistema “distritão” para transição

Compartilhe esta notícia:

Deputada Renata Abreu (Podemos-SP), relatora da reforma eleitoral. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

A comissão especial aprovou, na noite desta segunda-feira (9), relatório da reforma eleitoral que prevê retomada das coligações partidárias para eleições proporcionais e a instituição do voto preferencial, que acaba com o sistema de segundo turno. Estas são as principais mudanças propostas pela relatora Renata Abreu (Podemos-SP), que protocolou uma complementação de voto para submeter a apreciação. A proposta segue para o plenário e pode ser votada ainda esta semana.

A deputada havia mantido em seu parecer a adoção do sistema distritão misto para a eleição de deputados a partir de 2026, mas esse ponto acabou derrubado na análise dos destaques. Dessa forma, ficou definido o sistema distritão para a eleição de 2022. A partir do pleito de 2026 o modelo volta a ser no sistema proporcional com coligação.

Abreu também ampliou o mecanismo de ‘peso dois’ na contagem dos votos para a Câmara entre 2022 e 2030, para fins de distribuição entre os partidos dos recursos do fundo partidário e fundo eleitoral. Na versão anterior do relatório, essa medida assegurava que os votos dados a candidatas mulheres daria ao partido direito a mais recursos. Na nova versão o benefício também passou a ser aplicado no caso de candidatos negros.

As mudanças foram feitas para tentar ampliar a adesão dos partidos ao texto, após diversos pedidos de alteração feitos pelos deputados.

A nova versão permite a retomada das coligações para as eleições proporcionais. A votação para vereadores em 2020 foi o primeiro pleito a proibir as coligações, fruto da minirreforma eleitoral de 2017. O texto analisado pela comissão retoma o modelo tal qual existia anteriormente.

Na complementação de voto, a deputada disse que a mudança foi tomada porque resolveu “prestigiar a autonomia partidária e autorizar que os partidos decidam a forma de se coligarem, seja nas eleições majoritárias, seja nas proporcionais”.

O fim das coligações, que já vigorou na escolha de vereadores no ano passado, valeria pela primeira vez na escolha de deputados no pleito do ano que vem. Especialistas afirmam que o modelo que não prevê coligações fortalece os partidos e reduz o número de legendas sem expressividade eleitoral.

O texto incluiu a possibilidade de voto preferencial para as eleições para presidente, governador e prefeito, que só valeria para 2024. O eleitor poderá escolher cinco candidatos para o Executivo, em ordem de preferência. “Na contagem de votos são aferidas as opções dos eleitores até que algum candidato reúna a maioria absoluta dos votos. Assim, facilita-se a eleição dos que reúnem maior apoio e menor rejeição”, justificou a deputada em seu novo relatório.

Esse sistema de voto preferencial é fruto de uma emenda do partido Novo e, na prática, acaba com o sistema de 2º turno.

“Não é que ele acaba com o segundo turno. Na prática ele faz o primeiro, o segundo, o terceiro e o quarto turno e um turno só. É um sistema extremamente inteligente porque a rejeição conta e os candidatos terão que fazer propostas muito melhores”, afirmou a deputada.

Polêmica na versão anterior do relatório, Renata Abreu havia modificado seu parecer para propor a adoção do chamado “distritão misto” como sistema para a eleição de deputados federais e estaduais nas eleições de 2022.

“O distritão misto é exatamente igual ao que é hoje, mas com uma diferença: metade das vagas são os mais votados do estado e a outra metade é proporcional de lista aberta. A lógica acaba com o puxador de voto, que se elege na vaga do distritão, e desconta o voto da proporcional”, defendeu Renata durante a sessão, que culminou na rejeição desse modelo.

A proposta para suprimir esse item partiu de um destaque do PCdoB. A deputada Perétua Almeida (PCdoB-AC) justificou a sugestão alegando que esse modelo ainda gera muitas dúvidas entre eleitores e parlamentares e a melhor solução seria suprimir a mudança no relatório.

O novo parecer da relatoria foi protocolado na noite desta segunda-feira, pouco antes do início da sessão da comissão especial. Deputados votaram requerimento para a retirada do texto da pauta da comissão, mas a iniciativa foi derrotada.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Bolsonaro reconhece que proposta do voto impresso vai ser derrotada na Câmara
Comissão da Câmara dos Deputados aprova proposta que prevê “distritão” e volta das coligações para eleger deputados
Pode te interessar