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Brasil A Comissão de Ética da Presidência abre processo para investigar dois ministros do governo de Michel Temer

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Pereira, à esquerda, e Kassab, à direita, com Temer. (Foto: Marcos Corrêa/Presidência)

A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu nessa segunda-feira abrir processo de apuração sobre a conduta de seis autoridades e ex-autoridades com base na delação da JBS/Friboi. Entre os investigados, estão dois ministros do governo Michel Temer, Gilberto Kassab, da Ciência e Tecnologia, e Marcos Pereira, da pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O colegiado fez uma reunião extraordinária para tratar especificamente sobre o assunto.

Kassab será investigado por suposto recebimento, por meio de notas frias, de R$ 350 mil durante suas gestões à frente do Ministério das Cidades e, em seguida, no Ministério da Ciência e Tecnologia.

A investigação de Pereira será por conta da suspeita de que ele teria sido beneficiário de recursos entregues pelos executivos da J&F que chegariam a R$ 500 mil por mês. Em contrapartida, Pereira teria atuado para manter uma linha de financiamento da Caixa Econômica Federal, com a colaboração de Antonio Carlos Ferreira, vice-presidente corporativo do banco, que também será investigado pela comissão. Também serão alvo de investigações os ex-ministros Guido Mantega, Geddel Vieira Lima e Fernando Pimentel.

Todos terão um prazo de dez dias para prestarem esclarecimentos. Entre as punições possíveis estão a advertência e recomendação de exoneração, caso o investigado esteja no governo, e censura pública para ex-autoridades (uma espécie de mancha no currículo).

Em nota, Kassab disse que as investigações são importantes e que ele sempre pautou sua atuação “pela ética e cumprimento da legislação” (veja íntegra da nota ao final desta reportagem).

Após a sessão, presidente da Comissão de Ética, Mauro Menezes, afirmou que a investigação de ex-ministros deve ser feita mesmo após eles terem se desligado do governo, porque, segundo, devem “suportar as consequências” caso tenham cometido alguma irregularidade.

“É essencial que o mero desligamento das autoridades que ocuparam cargos não os exima de prestar esclarecimentos públicos e suportar consequências de eventuais sanções éticas. A competência da comissão não se restringe às autoridades que hoje ocupam os cargos”, disse o presidente da comissão.

 Menezes explicou ainda que não cabe ao colegiado abrir procedimentos sobre a conduta ética do presidente e vice-presidente da República. Ele foi questionado sobre o tema por jornalistas, já que Temer é investigado, no Supremo Tribunal Federal, em inquérito aberto com base nas delações da JBS.

“A comissão não adentra atos relacionados ao exercício o da Presidência e Vice-Presidência da República, mas no que lhe diz respeito, a comissão tem atuado no sentido de contribuir para a marcha da moralidade em nosso país, da entronização dos preceitos da ética publica, para que não se considere como banal a existência de suposições, de ilações,ou de denúncias com relação a essas autoridades”, afirmou Menezes.

Outros investigados

De acordo com a Comissão de Ética Pública, as razões que motivaram a abertura de investigação sobre os demais investigados são:

Fernando Pimentel

 Quando ministro do governo Dilma Rousseff, teria demandado e recebido recursos para custeio posterior de sua campanha eleitoral. Quantia seria de R$ 300 mil mensais.

Guido Mantega

Vai ser investigado por suspeita de ter demandado da J&F recursos para distribuição entre partidos políticos. Além disso, teria conhecimento de percentual ajustado com o conglomerado por conta de aquisição da empresa Swift na Argentina pela J&F.

Geddel Vieira Lima

Vai ser investigado sobre suposta participação, quando era ministro, “no fomento” para que empresários da JBS, do grupoJ&F, pagassem recursos para Eduardo Cunha e Lucio Funaro.

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