Quarta-feira, 08 de julho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Porto Alegre Comissão de Vereadores tem até segunda-feira para decidir se arquiva ou mantém o processo de impeachment contra Marchezan

Compartilhe esta notícia:

Prefeito entregou a sua defesa na início desta semana. (Foto: Arquivo/CMPA)

Formada por Hamilton Sossmeier (PTB), Alvoni Medina (Republicanos) e Ramiro Rosário (PSDB), a comissão da Câmara de Vereadores de Porto Alegre encarregada do processo de impeachment contra o prefeito Nelson Marchezan Júnior tem até o dia 31 para decidir se mantém ou descarta o pedido. A defesa prévia foi entregue pelo chefe do Executivo na última segunda-feira (24).

Caso a decisão seja pelo arquivamento, a decisão deverá ser confirmada pelo Legislativo, no mesmo que no começo deste mês aprovou por 31 votos a quatro pela abertura do rito de afastamento. Fontes extraoficiais sugerem que, apesar da possibilidade regulamentar de que o processo seja concluído até novembro, há um movimento na Casa para que o afastamento ocorra antes da campanha eleitoral.

Em mais de 40 páginas de defesa, Marchezan apresenta argumentos para convencer os parlamentares a não afastá-lo do cargo que ocupa desde 2017 e cuja vigência termina neste ano. Também indica 29 testemunhas (incluindo publicitários, secretários, deputados e ministros) supostamente capazes de corroborar sua tese de que não houve irregularidade no uso de verbas da saúde em gastos com propaganda.

Após protocolar o documento no Legislativo, o prefeito – que pretende concorrer à reeleição – descartou que pretenda renunciar ao mandato. “Essa ideia não passou pela minha cabeça”, garantiu em transmissão nas redes sociais. O prefeito também voltou a apontar a existência de interesses políticos na aprovação do pedido contra ele: “Parece que algumas pessoas pretendem decidir as eleições municipais, em vez de todos os porto-alegrenses”.

Desde que assumiu o cargo, em  2017, o prefeito – que pretende buscar nas urnas deste ano um segundo mandato – já foi alvo de outras cinco tentativas similares, todas arquivadas. E a exemplo das outras vezes, alega que o novo pedido de impeachment tem motivação eleitoral, a fim de desgastar a sua imagem com base em alegações supostamente infundadas.

Dentre os seus argumentos está o de que as despesas com propaganda estavam previstas no orçamento para este ano, aprovado pelos próprios vereadores. Esse foi o tom de uma transmissão feita pelo prefeito nas redes sociais, na tarde desta segunda-feira.

Tramitação

Informado oficialmente em 11 de agosto pelo Legislativo sobre o processo de impeachment, Marchezan Júnior tinha até esta sexta-feira para apresentar da sua defesa prévia. O pedido de afastamento foi apresentado por quatro cidadãos da cidade e se baseia no suposto uso de R$ 2,4 milhões do Fundo Municipal de Saúde em despesas com publicidade de sua gestão.

Segundo as alegações dos signatários Andrea Glashester Pires Weber, Carlos Frederico Brandt, Fernanda Barth e Nair Berenice da Silva, dados disponíveis no Portal de Transparência da própria prefeitura indicam que chefe do Executivo municipal autorizou esse redirecionamento de verbas. E que isso significa um desvio de finalidade passível de punição severa, com a perda do cargo.

A abertura de processo de impeachment foi aprovada pelo Legislativo no dia 5 de mês, por 31 votos a quatro – o presidente da Casa, Reginaldo Pujol (DEM), não se manifestou. Só se posicionaram contra Mauro Pinheiro (PL), Ramiro Rosário (PSDB), Airto Ferronato (PSB) e Cláudio Conceição (PSL).

A comissão processante é formada por Hamilton Sossmeier (PTB, presidente), Alvoni Medina (Republicanos, relator) e Ramiro Rosário (PSDB, mesmo partido de Marchezan e do governador Eduardo Leite). Após receber o documento com as alegações do prefeito, o colegiado terá 90 dias para apresentar um relatório apontando ou não a necessidade de afastamento. Caso a conclusão seja pelo “sim”, Marchezan só poderá deixar o cargo se pelo menos 24 parlamentares concordarem.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Porto Alegre

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Câmara aprova medida que adia início da vigência da lei de dados
Prazo para retirada do Cartão Social em Porto Alegre vai até o dia 11 de setembro
Pode te interessar