Segunda-feira, 01 de Junho de 2020

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CAD1 Comissão para avaliar data de eleições da Venezuela é criada pela Assembleia Constituinte 

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Sessão da Assembleia Constituinte. (Foto: Reprodução)

Composta unicamente por simpatizantes do regime atual, a Assembleia Constituinte (AC) da Venezuela, nomeou uma comissão para avaliar “o melhor momento” de convocar eleições parlamentares no país. O novo grupo é formado pelo presidente da AC, Diosdado Cabello, e pelos constituintes Francisco Ameliach e Maria Alejandra Díaz e foi criada depois do líder da oposição, Juan Guaidó, anunciar que tinha informações de que nos próximos dias o governo de Nicolás Maduro dissolveria o Parlamento.

“Esta AC tem o poder de convocar uma eleição para a Assembleia Nacional (Parlamento), quando considerar conveniente. Não está pedindo permissão a ninguém”, disse Cabello durante sessão em que nomeou a nova comissão.

Segundo ele, os atuais parlamentares são responsáveis por ter “pedido sanções” dos Estados Unidos contra os venezuelanos. “Queixem-se, chova ou troveje… essas são as coisas que vêm. Há que marcar-lhes uma data. A Constituição diz que [as eleições] devem ser em 2020. Não diz que em março, maio, não, não, não. Diz (apenas) em 2020. Poderíamos antecipar a data”, afirmou.

Durante transmissão de vídeo, Juan Guaidó explicou que “pretendem dissolver o Parlamento e convocar ilegalmente eleições parlamentares e, inclusive, perseguir deputados maciçamente”. Guaidó reiterou que a oposição vai “avançar com uma ofensiva política” e “exercer a maioria” (parlamentar) no âmbito do roteiro de mudanças que passa por afastar Nicolás Maduro do poder, formar um governo de transição e convocar eleições livres no país. “Temos que nos preparar para uma ofensiva, não é com cadeia e torturas que irão nos deter”, garantiu.

Em janeiro deste ano, a crise política, econômica e social agravou-se na Venezuela, quando o presidente do Parlamento, Juan Guaidó, assumiu as funções de presidente interino do país.

Procurando sair da crise, mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015.

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