Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de maio de 2021
O Comitê de Supervisão do Facebook irá anunciar a decisão final sobre a suspensão das contas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede social e no Instagram nesta quarta-feira (5), perto das 10h (horário de Brasília-DF).
Os perfis de Trump estão suspensos desde o dia 6 de janeiro, um dia depois de seus apoiadores invadirem o Capitólio – ação que resultou na morte de cinco pessoas.
A empresa havia dito que o ex-presidente não poderia fazer novas publicações por pelo menos duas semanas, o que coincidia com a posse do então presidente eleito Joe Biden.
“Acreditamos que os riscos de permitir que o Presidente continue usando os nossos serviços durante esse período são simplesmente muito grandes”, escreveu Zuckerberg na ocasião.
Duas semanas depois de restringir as contas, o Facebook disse que o veredito seria do seu Comitê de Supervisão, um grupo formado por 20 membros – pessoas de todos os continentes, incluindo ex-juízes, advogados, jornalistas, ativistas de direitos humanos.
O caso de Trump foi atribuído a um painel de cinco membros, seguindo as diretrizes do conselho. A conclusão desse grupo deverá ser aprovada pela maioria dos 20 integrantes.
O prazo para avaliação dos casos que chegam ao conselho é de 90 dias – que expiraria em 18 de abril, mas foi ampliado para a avaliação de mais de 9 mil comentários sobre o caso.
O conselho é um órgão independente, que recebeu um investimento de US$ 130 milhões da rede social para funcionar como uma espécie de alta corte da rede social.
Ele conta com um estatuto próprio, que prevê suas obrigações e sua relação com o Facebook.
Pelo estatuto, as decisões são finais, o que significa que o Facebook é obrigado a acatar o que o Comitê decidir.
Outras plataformas
Outras plataformas também restringiram as contas de Trump. O Twitter suspendeu de forma definitiva o perfil pessoal do republicano. A rede alegou que os últimos posts do presidente incitavam a violência.
O YouTube também suspendeu o canal de Trump. Ele está impedido de enviar novos vídeos ou fazer transmissões ao vivo.
Vida pós-Casa Branca
Desde que seu mandato terminou, Trump se fechou na residência de Palm Beach (Flórida) acompanhado da família, dedicando-se a dar novos rumos aos seus planos profissionais e jogar golfe. Pouco participou de eventos públicos, mas deu um jeito de continuar sendo procurado e de relembrar aos seus quem é que manda no partido.
Trump sempre se caracterizou por ser pouco convencional. Já era assim antes de chegar à Casa Branca, continuou quando presidente, e não mudou agora, em seus primeiros 100 dias fora do cargo.
Longe de tirar férias com a família ou escrever uma autobiografia como ex-mandatário, o republicano deixou claro que sua prioridade é preservar a liderança do Partido Republicano.
Continua fazendo aparições em canais conservadores como a Fox News, onde se dedica a atacar as políticas migratórias de Joe Biden, que segundo ele vão “destruir o país”, e onde se atribui o mérito da ampla disponibilidade de vacinas contra o coronavírus. “De certa forma, sou o pai da vacina”, disse.
Expulso das redes sociais por incitação à violência depois do ataque de 6 de janeiro ao Capitólio, sua estratégia passa por lançar breves comunicados —com menor frequência que seus tuítes — através da página 45office.com, que compartilha com a ex-primeira-dama, Melania.
São textos em que arremete contra políticas de seu sucessor que desmontam seu legado: dos planos para elevar os impostos sobre os mais ricos até o fim do veto migratório a um grupo de países de maioria muçulmana.
Jason Miller, que foi assessor de Trump durante a campanha para a reeleição, antecipou no fim de março que o republicano planeja lançar sua própria rede social, para a qual pretende atrair “dezenas de milhões” de seguidores.
Segundo o porta-voz, o republicano já manteve várias reuniões de alto escalão para concretizar o que durante meses foi um rumor. A se confirmar, será a volta oficial do ex-presidente à linha de frente da batalha política.
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