EsporteComitê Olímpico do Brasil quer aumentar valor de bônus por pódio para a Olimpíada de Paris
Por
Redação O Sul
| 8 de agosto de 2021
Compartilhe esta notícia:
Entidade vai distribuir R$ 4,6 milhões a atletas medalhistas em Tóquio 2020. (Foto: Reprodução de TV)
O COB (Comitê Olímpico do Brasil) planeja aumentar a bonificação destinada aos atletas medalhistas em Olimpíadas na próxima edição do megaevento, programada para acontecer em Paris, em 2024. A avaliação da direção da entidade é a de que premiar financeiramente os competidores que chegarem ao pódio é uma tendência mundial e funcionou positivamente em Tóquio.
O Brasil bateu o recorde de medalhas na capital japonesa, com 21 (sete ouros, seis pratas e oito bronzes). Os agraciados receberão um total de R$ 4,6 milhões a serem pagos pela entidade, com dinheiro privado. O expediente é adotado há tempos em outros países, como Estados Unidos, Canadá e outras potências olímpicas.
“Nós fazemos contingenciamentos, cortamos despesas para termos condições de dar esse incentivo aos atletas em situações importantes, como os Jogos Olímpicos. Nossa ideia é continuar a fazer esse tipo de estímulo e aumentá-lo para Paris”, afirmou o diretor-geral do COB, Rogério Sampaio.
A entidade anunciou em junho que daria bônus para quem ficasse entre os três primeiros colocados na competição: o ouro valeria R$ 250 mil para indivíduos, R$ 500 mil para times com até seis integrantes e R$ 750 mil para equipes com sete ou mais; a prata tem prêmios entre R$ 150 mil e R$ 450 mil; e o bronze vai de R$ 100 mil a R$ 300 mil.
Rebeca Andrade, ouro (salto) e prata (individual geral) na ginástica, por exemplo, embolsa R$ 400 mil com as conquistas. A seleção masculina de futebol, com o ouro na decisão contra a Espanha, leva R$ 750 mil para dividir entre os convocados. Já a equipe feminina de vôlei, vice-campeã neste domingo, ganha R$ 450 mil pela prata, também para compartilhar entre o elenco.
Duplas como as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze (ouro, ou seja, R$ 500 mil) e as tenistas Laura Pigossi e Luisa Stefani (bronze, R$ 200 mil) recebem valores diferenciados.
Para conseguir viabilizar mais dinheiro para os bônus dos atletas, o COB pretende também arrecadar mais recursos privados, hoje ainda escassos – a entidade sobrevive com verba da Lei Agnelo Piva, que vem de porcentagem das loterias federais. É uma das prioridades para o ciclo que desemboca em Paris 2024.
“Não há projeto que resista à falta de recursos, e precisamos deles. Nosso plano A é aumentar os recursos e nosso plano B é refazer o plano A”, afirmou o presidente do comitê, Paulo Wanderley.
A partir de outubro, o COB deve começar a costurar acordos com cidades francesas para receber atletas, treinadores e oficiais da delegação antes dos Jogos de 2024. A primeira parceria deve acontecer com Marselha, que é a favorita para ser a casa dos velejadores do país no período de aclimatação.
Os comentários estão desativados.