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Mundo Comitiva de políticos brasileiros em Israel pode ser retirada pela Jordânia

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A delegação brasileira é formada por 19 autoridades de municípios distribuídos por 11 Estados, incluindo o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião. (Foto: Reprodução/Instagram)

O governo brasileiro afirmou nesse sábado (14) que avalia retirar a comitiva brasileira de autoridades municipais e estaduais em Israel por terra até a Jordânia, de onde seguiriam para o Brasil. O grupo de políticos foi ao país a convite do governo israelense e chegou antes que o conflito com o Irã fosse deflagrado.

A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, conversou por telefone com os prefeitos Álvaro Damião, de Belo Horizonte, e Cícero Lucena, de João Pessoa, que estão em Israel.

“A ministra transmitiu ao prefeito Damião, que coordena o grupo de brasileiros no local, as tratativas, desde ontem, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil com autoridades de Israel para providenciar o retorno em segurança da delegação e de um grupo de representantes do Consórcio Brasil Central, que também se encontram em território israelense”, afirma o ministério em nota.

Novo contato será feito neste domingo pela manhã entre a delegação, autoridades brasileiras e israelenses, para atualizar a situação e avaliar as alternativas para o retorno seguro do grupo ao nosso país.

Delegação 

A delegação brasileira é formada por 19 autoridades de municípios distribuídos por 11 estados, incluindo os prefeitos de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil); de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas), de Macaé, Welberth Rezende (Cidadania), e de Nova Friburgo, Johnny Maycon (PL). Vice-prefeitos e secretários de municípios de todas as regiões do país também participam da visita.

A comitiva inclui também o vereador carioca Flávio Valle (PSD) e o secretário de Ordem Pública de Niterói, Gilson Chagas e Silva Filho. O grupo está impossibilitado de deixar o país por conta do agravamento dos ataques aéreos em Israel, que acontecem como resposta a um ataque israelense a instalações militares iranianas. O espaço aéreo foi fechado, inclusive para voos comerciais. As autoridades brasileiras precisam se proteger em abrigos antiaéreos.

Em nota, o Itamaraty afirmou que “tomou conhecimento da presença de duas comitivas de autoridades estaduais e municipais do País em Israel, a convite do governo local, no momento do início das hostilidades em curso, com o ataque israelense ao Irã, na noite de quinta-feira, 12/6”.

“A embaixada do Brasil em Tel Aviv está em contato com as delegações brasileiras e o Ministério das Relações Exteriores fez gestão junto ao Ministério de Relações Exteriores de Israel para que ambos os grupos tenham garantias de segurança e possam retornar ao Brasil assim que as condições naquele país permitirem”, diz o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

“O secretário de África e Oriente Médio manteve contato telefônico com seu homólogo da chancelaria israelense, ocasião em que pediu tratamento prioritário à saída em segurança das delegações brasileiras. Até o momento, autoridades israelenses têm aconselhado as comitivas estrangeiras a permanecerem no país, até que as condições permitam qualquer deslocamento desses grupos por via aérea ou terrestre”, segue o documento.

O ministro Mauro Vieria, das Relações Exteriores, contatou hoje com seu homólogo da Jordânia, Ayman Safadi, “com o objetivo de abrir uma alternativa de evacuação por aquele país, quando as condições de segurança em Israel permitam um deslocamento por terra até a fronteira”.

Nota 

Também nesse sábado, o Grupo Parlamentar Brasil-Israel emitiu nota em que manifesta “solidariedade ao Estado de Israel” em razão dos contra-ataques do Irã.

“A escalada da violência promovida pelo regime iraniano é mais uma prova da postura agressiva de um regime religioso extremista ditatorial que ameaça a estabilidade internacional e a segurança no Oriente Médio”, diz a nota.

“Israel definiu claramente os alvos ao atingir bases militares e nucleares estratégicos do Irā. Com apoio internacional, as ações israelenses visam prevenir uma ameaça real e crescente: a possibilidade de o Irã desenvolver armamento nuclear em larga escala”. Na verdade, porém, a ação militar em Israel não passou pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e, por isso, tem sua legitimidade questionada.

O grupo parlamentar diz que “causa indignação a postura do atual governo do Brasil, que, mais uma vez, escolhe se alinhar aos que disseminam o terror (…). A posição do governo brasileiro, inclusive, prejudica e atrasa as negociações para a retirada das comitivas brasileiras que se encontram em solo israelense”, prossegue a nota.

O Itamaraty não defendeu os ataques do Irã. Em nota na última sexta-feira, o governo brasileiro expressou “firme condenação e acompanha com forte preocupação a ofensiva aérea israelense lançada na última madrugada contra o Irã, em clara violação à soberania desse país e ao direito internacional”.

“Os ataques ameaçam mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão, com elevado risco para a paz, a segurança e a economia mundial. O Brasil insta todas as partes envolvidas ao exercício da máxima contenção e exorta ao fim imediato das hostilidades”, disse o Itamaraty na ocasião. As informações são do portal O Globo.

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