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Economia Como os ricos continuam ricos? A vida discreta de milionários dá pistas

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Warren Buffett é expoente da turma de adeptos do “subconsumo”. (Foto: Reprodução)

Apesar de terem bilhões em seus nomes, algumas das pessoas mais ricas do planeta não gastam em itens materiais pelos quais outros compradores podem se sentir tentados. Warren Buffett, por 60 anos o CEO da Berkshire Hathaway (cargo que ocupou até 31 de dezembro), é famoso por dirigir um Cadillac de 2014 danificado por uma tempestade de granizo. O cofundador da Microsoft, Bill Gates, dirige um Fiat 500 elétrico presenteado por Bono, enquanto um astro do YouTube, MrBeast, dorme em seu escritório e teve de pedir dinheiro emprestado à mãe para pagar o casamento. Então, como os ricos permanecem ricos? Aparentemente, agindo como se não fossem.

Indivíduos de alta renda e ganhadores de mais de US$ 100 mil por ano (R$ 542,5 mil, ao câmbio de sexta-feira) entrevistados pela reportagem disseram que tentam manter seus gastos inevitáveis no nível mínimo possível.

Enquanto amigos podem gostar de comer fora algumas vezes por semana, preferem cozinhar – até compram mantimentos congelados mais baratos do que os frescos. Alguns escolhem não possuir carros, consertam os próprios móveis e encontram alguns brinquedos de seus filhos em marketplaces.

Esses indivíduos – em alguns casos inconscientemente – vivem um estilo de “subconsumo” ou “baixo consumo”. A frase se disseminou em redes como o TikTok depois que indivíduos começaram a compartilhar suas compras semanais.

Os conselhos da comunidade “núcleo de subconsumo” incluíam estabelecer desafios de não compra ou organizar espaços cheios de itens que você não está usando. Para os indivíduos entrevistados, esses hábitos já são uma segunda natureza. E, tendo vivido a vida de subconsumo pela maior parte de seus anos adultos, o saldo bancário deles colhe as recompensas.

A autora e empreendedora Shang Saavedra e o marido não construíram um patrimônio de milhões de dólares da noite para o dia. Em suas infâncias, aprenderam o valor de viver com simplicidade. Alugando uma casa de quatro quartos nos subúrbios de Los Angeles, nos EUA, o casal compartilha um veículo de segunda mão de 17 anos e faz suas compras na seção de congelados.

Os filhos de Shang frequentemente usam roupas de segunda mão, brincam com brinquedos encontrados no marketplace do Facebook e desfrutam de atividades gratuitas em vez das viagens à Disney que seus colegas frequentemente fazem. Enquanto a vida da multimilionária tem algumas características de um lar de alta renda – seus filhos frequentam escolas particulares, e ela possui propriedades em Nova York –, esses gastos se encaixam em seu conceito financeiro: investir em educação e ativos que apoiam seus empreendimentos filantrópicos.

A habilidade de Shang de compartilhar sua riqueza é cortesia de decisões financeiras astutas em sua carreira inicial – quando ela ocupou uma posição de diretora na CVS, varejisa americana, e de analista e consultora em lugares como a Victoria’s Secret.

Antes do casamento, ela morou com colegas e depois se mudou para um apartamento com controle de aluguel com seu marido em Nova York (um prédio onde a encanação frequentemente falhava), muitas vezes usando vouchers de refeição distribuídos por trabalhar até tarde em seus papéis corporativos. Eles visavam reduzir seus gastos para uma única renda e economizar o resto, em preparação para ter filhos.

Shang, agora uma empreendedora ajudando centenas de clientes a alcançar seus objetivos financeiros, disse à reportagem que a melhor maneira de as pessoas tentarem um estilo de vida de subconsumo é “começar com o porquê”.

“Qual é o objetivo final do subconsumo? Se você apenas faz subconsumo pelo subconsumo, você se esgotará e ficará infeliz muito rapidamente”, disse. “Claro que ainda sou tentada a optar por itens de luxo e experiências, e de vez em quando temos uma noite agradável em um restaurante muito bom, mas entender a razão pela qual você quer algo vem de uma dor por uma parte não realizada de sua vida e muitas vezes é uma necessidade psicológica.”

O dentista Robert Chin e sua parceira, Jessica Pharar, em Las Vegas, fazem o curto trajeto de casa para o trabalho juntos para economizar combustível, com suas marmitas a tiracolo. O casal transitou para um estilo de vida de menor consumo por causa de custos crescentes e uma ideia mais firme do que eles queriam que suas finanças durassem – apesar de o par ganhar confortáveis seis dígitos.

Chin relata que agora come fora uma ou duas vezes por mês, em vez de algumas vezes por semana, e faz compras em um supermercado mais barato para evitar preços inflacionados. Chin não é contra comprar roupas novas, mas entende que devem ter garantia vitalícia (de marcas como Patagonia) ou que durarão anos. As informações são da revista Fortune.

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