Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de maio de 2017
Ser econômico com as peças de roupa na hora de fazer a mala passou a significar menos gasto para o bolso do passageiro. A partir de agora, as companhias aéreas estão autorizadas a praticar cobrança extra por bagagem transportada. O tema é controverso e foi parar na Justiça, que deu a palavra final sobre a questão. Entidades de Defesa do Consumidor temem pelo aumento do custo para os passageiros. Já a Anac (Agência Nacional de Aviação), que editou a regulamentação, diz que a oferta de passagens com diferentes perfis torna o mercado mais competitivo.
As companhias aéreas alegam que haverá desconto de até 30% para quem não despachar malas. Mas, na prática, cada empresa poderá definir suas próprias regras e preços, e algumas anunciaram que a não contratação do serviço com antecedência vai gerar cobrança em dobro no check-in.
O início da cobrança por despacho de bagagem no mercado aéreo brasileiro poderá possibilitar a entrada de empresas aéreas do segmento de baixo custo (low cost) no País.
“O que o consumidor pode ganhar nesta história é participação estrangeira nas companhias, mais competição no setor e empresas de baixo custo que poderão operar no Brasil”, avalia Ricardo Freire, do blog Viaje na Viagem. A irlandesa Ryanair, empresa de baixo custo mais popular na Europa, com trechos por 50 dólares, já anunciou que passará a operar no Brasil.
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