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Brasil Mesmo bem tratado na penitenciária em Curitiba, o ex-governador Sérgio Cabral prefere ficar preso no Rio de Janeiro

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O político foi transferido ao Paraná em 19 de janeiro. (Foto: Agência Brasil)

Quinze dias após ser transferido para Curitiba, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral deixou nesta sexta-feira a triagem do CMP (Complexo Médico Penal), na região metropolitana de Curitiba (PR), onde ficam alguns do presos da Operação Lava-Jato. Segundo o diretor-geral do Depen (Departamento Penitenciário) do Paraná, Luiz Alberto Cartaxo, o comportamento de Cabral tem sido “exemplar”.

O político foi transferido ao Paraná em 19 de janeiro, acusado de ter construído uma rede de privilégios no presídio de Benfica, no Rio. Já no Paraná, durante a triagem, Cabral ficou sozinho em uma cela de 12 metros quadrados, sem direito a receber familiares, tomar sol ou assistir à TV. Em geral, esse procedimento leva 30 dias, mas se o preso se comportar bem, o tempo pode ser reduzido pela metade.

Agora que passou para o convívio com os demais presos, o ex-governador está autorizado a se encontrar com familiares, tomar banho de sol com outros presos e receber comida que vem de fora do presídio, conhecido como “sacola”. Na cela, ele poderá ouvir rádio e assistir a uma TV de 20 polegadas.

A partir de hoje (Cabral) vai para o convívio (com outros presos). Por enquanto, vai ficar em uma cela sozinho, aguardando chegada de outros presos — afirmou Cartaxo.

Ao pedir a transferência de Cabral para o Paraná, o Ministério Público apurou que, no presídio de Benfica, o ex-governador tinha uma série de regalias: visitas fora dos horários determinados; instalação de um equipamento de som (home theater); presença de equipamentos de musculação; disponibilidade de alimentos em condições fora das determinadas; remédios sem prescrição; livre circulação pelo presídio;
e acesso a entregas externas. No dia 24, a Justiça Federal aceitou a 21ª denúncia contra Cabral, desta vez por um esquema de lavagem de dinheiro.

De bacalhau à quentinha

Após desfrutar de um menu que incluía bacalhau e queijos importados na cadeia de Benfica, no Rio, o ex-governador Sérgio Cabral foi recebido, logo que chegou no Complexo Médico Penal, em Curitiba, com uma quentinha de frango empanado, arroz e massa fusili.

Segundo o Departamento Penitenciário, uma refeição balanceada: 900 gramas, sendo 40% de proteínas e 60% de carboidratos.No CMP, o ex-governador tem direito a três refeições por dia: às 6h (café da manhã), às 11h (almoço) e às 17h (jantar).

Algemas

O delegado de Polícia Federal Igor Romário de Paula, que conduz a Operação Lava-Jato no Paraná, citou uma “postura de enfrentamento mais ativa e desafiadora” do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) ao explicar as algemas usadas para prender as mãos e os pés do emedebista. Igor enviou um memorando ao Superintendente da Polícia Federal no Paraná, Mauricio Leite Valeixo, na segunda-feira (22), e encaminhou o documento ao juiz federal Sérgio Moro que havia cobrado esclarecimentos da corporação sobre as algemas no ex-governador durante sua remoção para o Instituto Médico Legal de Curitiba e, depois, ao Complexo Médico-Penal de Pinhais, a prisão da Lava-Jato.

Cabral foi transferido da cadeia de Benfica, no Rio, onde estava preso, para Pinhais, região metropolitana da capital paranaense, por ordem judicial, na semana passada. O Ministério Público fluminense descobriu luxos e regalias do ex-governador em Benfica.

O ex-governador Sérgio Cabral entrou com pedido para voltar a penitenciária de Benfica, no Rio de Janeiro.

 

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