Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2017
Enquanto o decreto prevendo o veto a cidadãos de seis países de maioria muçulmana segue suspenso pela Justiça, o governo de Donald Trump pode ter estabelecido uma forma mais sutil de frear a entrada do grupo nos Estados Unidos: reduzir a emissão de vistos.
Segundo dados do Departamento de Estado, em abril, o número de vistos de visitantes para pessoas nascidas em todos os países da lista – Síria, Líbia, Somália, Sudão, Irã e Iêmen – caiu 21% em relação a março deste ano e 55% à média mensal de 2016.
O total de vistos de visitantes para todos os países também diminuiu, em abril, em relação a 2016 –mas 15%. Para brasileiros, caiu 4% em relação à média de 2016. A maior queda se deu entre os iemenitas, 72%: de uma média de 434 vistos de não imigrante emitidos por mês em 2016 para 122 em abril. Para os sírios, o governo americano havia concedido 758 vistos ao mês em 2016. No último mês, foram 265.
O decreto de Trump, que usa como justificativa a segurança nacional para barrar temporariamente cidadãos dos seis países, foi suspenso em decisões de três tribunais federais americanos. Na última quinta-feira, teve nova derrota numa corte de apelação.
Ainda há uma decisão pendente na mesma corte de apelação que manteve suspenso o seu primeiro decreto sobre o tema. O governo não confirmou se pretende levar o caso à Suprema Corte.
Um levantamento feito pelo site especializado Politico mostra ainda que houve queda de quase 20% quando analisados quase 50 países de maioria muçulmanos.
Para Stephen Pattison, um advogado de imigração que trabalhou por quase 30 anos como agente consular em postos americanos, é possível que tenha havido uma redução na procura por visto por parte dos cidadãos desses países diante das ameaças de Trump de veto. Mas ele acredita que houve também uma mudança na hora da entrevista e da emissão.
Os comentários estão desativados.