Sábado, 08 de Maio de 2021

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Brasil A confiança do consumidor brasileiro avança em setembro

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Perspectivas para as finanças familiares melhorará. (Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor), divulgado nesta sexta-feira (22) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), subiu 1,4 ponto em setembro, atingindo 82,3 pontos, mesmo nível de junho deste ano. A alta interrompe a sequência de três quedas consecutivas após a crise política de maio.

“O resultado parece estar relacionado a uma ligeira melhora na percepção sobre o mercado de trabalho e no gradual afastamento do risco de crise política. Isso, no entanto, não parece ter sido suficiente para alterar o perfil ainda cauteloso do consumidor“, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Em setembro, a satisfação dos consumidores com a situação atual ficou estável, enquanto as expectativas para os meses seguintes se recuperaram após três meses de queda. O ISA (Índice de Situação Atual) variou 0,2 ponto, ao passar de 70,7 para 70,9 pontos, enquanto o IE (Índice de Expectativas) avançou 2,2 pontos, para 91,1, mesmo patamar de abril.

O indicador que mede a satisfação dos consumidores sobre a situação econômica no momento foi o destaque entre os quesitos relacionados à situação presente. A alta de 0,7 ponto em setembro recupera 70% das perdas acumuladas nos últimos três meses, possivelmente atrelada à melhora da percepção sobre o mercado de trabalho.

Com relação às expectativas para os próximos seis meses, o indicador que mede o otimismo em relação à economia avançou 5,9 pontos, ao passar de 105,0 para 110,9 pontos, influenciando na alta da confiança em setembro. O indicador da situação presente das finanças familiares ficou relativamente estável ao passar de 65,4 para 65,1 pontos.

Mas as perspectivas para as finanças familiares melhoraram. O indicador subiu 3,3 pontos para 90,2 pontos, recuperando parte das perdas sofridas em agosto. Ainda assim, os consumidores continuam cautelosos nas compras. O Indicador de Intenção de Compras de Duráveis recuou pelo quarto mês consecutivo, de 76,8 para 73,7 pontos.

Em setembro, a confiança avançou em três das quatro faixas de renda pesquisadas. A maior alta foi registrada nas famílias com renda acima de R$ 9.600,00. Para estas, houve melhora tanto da satisfação com a situação atual quanto das expectativas para o futuro próximo. Entre as famílias com renda de R$ 4.800,01 à R$ 9.600,00, o nível de confiança recuou 0,6 ponto, influenciado pela avaliação negativa da situação atual.

Prévia da indústria

A prévia da Sondagem da Indústria de setembro deste ano sinaliza alta de 0,1 ponto do ICI (Índice de Confiança da Indústria) em relação ao número final de agosto, para 92,3 pontos. Com o resultado, o índice retornaria ao nível de maio deste ano, após recuperar-se da perda ocorrida em junho.

A estabilidade do ICI resultaria de movimentos discretos, em sentidos opostos, dos dois subíndices que o compõem. O Índice da Situação Atual cairia 0,4 ponto, para 89,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas aumentaria 0,7 ponto, para 95,1 pontos.

O resultado preliminar de setembro indica queda de 0,1 ponto percentual no Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria), para 74%. Dessa forma, o Nuci fecharia o terceiro trimestre em 74,3%, 0,2 ponto percentual inferior ao observado no segundo trimestre.

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